Práticos trabalham de forma quase ininterrupta para reduzir os custos dos armadores após a neblina (Vanessa Rodrigues/AT) Os práticos do Porto de Santos manobraram 70 navios em um período de 24 horas. Um recorde, segundo informou a Praticagem de São Paulo. O número, que representa o dobro da média diária, foi atingido na terça-feira (10). Clique aqui para seguir agora o canal de Porto & Mar no WhatsApp! Para o trabalho, houve 74 escalas de práticos, já que quatro embarcações de mais de 300 metros necessitaram, obrigatoriamente, de dois profissionais. O alto número de navios manobrados ocorreu após o fechamento canal do Porto em dois longos períodos, somando mais de 20 horas, entre a noite do último domingo e início da madrugada de terça-feira, por conta da neblina. Quando a navegação foi retomada, os práticos agilizaram o trânsito de entrada e saída de embarcações para diminuir os prejuízos nas operações portuárias. “Um amplo e bem planejado plano de manobras entrou em vigor para que a retomada ocorresse no menor tempo possível”, explicou a Praticagem. A Praticagem explica que, quando a navegação é reaberta, é feito um minucioso planejamento das manobras, liberando os berços para a atracação dos navios que aguardam na barra e estabelecendo prioridades para aqueles que dependem de marés. Os práticos escalados trabalham de forma quase ininterrupta nas operações para reduzir os custos dos armadores e agilizar o trabalho no porto. Com treinamentos constantes dos profissionais e monitoramento on-line de todo o canal de navegação pelo Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego a Praticagem tem capacidade para fazer até 80 manobras diárias. “Atuamos sempre nos antecipando aos problemas”, diz Fabio Mello Fontes, presidente da Praticagem de São Paulo. “Nosso trabalho é mitigar riscos em manobras diversas, usar os parâmetros máximos e mínimos para garantir eficiência e segurança diante de fatores inesperados de condições climáticas desfavoráveis, como tem acontecido em nossa região”. “Santos é um porto multicargas, recebe navios carregados de todas as partes do mundo, cada vez maiores e mais pesados. Realizamos um trabalho conjunto com todos os entes envolvidos na operação, trazendo inteligência para aproveitar melhor o nosso porto, dentro das limitações que ele apresenta, evitando tempo de ociosidade do berço de atracação”, complementa Bruno Tavares, vice-presidente da entidade. “Queremos que o Porto cresça, não pare de produzir e que seja possível otimizar cada vez mais as operações e a dinâmica do complexo. A praticagem está aqui para ajudar nessa avaliação. Temos sempre que fazer da melhor maneira e da forma mais segura possível”, conclui Fontes.