[[legacy_image_277632]] O Porto de Mergellina, em Nápoles, na Itália, se tornou alvo de uma polêmica de proporção global nos últimos dias. Tudo porque um decreto da Capitania dos Portos de Nápoles proíbe que iates com mais de 75 metros de comprimento atraquem no local. A medida afetou até mesmo o homem considerado mais rico do mundo: o francês Bernard Arnault. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na última sexta-feira (23), Arnault não conseguiu autorização para seu superiate de 101 metros atracar em Mergellina. De nada adiantou ele ficar parado com sua embarcação estimada em US\$ 150 milhões (cerca de R\$ 700 milhões) perto do porto turístico. Sem receber sinal verde das autoridades marítimas de Nápoles, o empresário ligado ao segmento de produtos de luxo se viu obrigado a dar meia volta e partir rumo a outro porto. Em geral, os barcos que não param em Nápoles acabam navegando em direção à Malta, Espanha ou França. Em pleno verão europeu, quem também mudou os planos foi outro bilionário, Barry Diller. De acordo com a imprensa italiana, a escuna de 93 metros do magnata do ramo da comunicação não teve autorização para ficar no Porto de Nápoles e precisou ir em busca de outro local para atracar. Em nota, a Capitania dos Portos de Nápoles nega que tenha recebido pedidos de atracação de Arnault, mas reforça que a medida visa a segurança de todos no Sul da Itália. Contudo, a medida tem sido criticada por nomes ligados ao turismo na Itália, que temem um duro golpe nas viagens de luxo. "A partir deste ano, a impossibilidade de acolher uma categoria de barcos de enorme prestígio resultará na perda de cifras importantes para o nosso território em termos econômicos: de 50 a 100 mil euros por dia apenas para indústrias afins", declarou um dos administradores do Porto de Mergellina, Massimo Luise, ao jornal italiano Corriere della Sera.