Via Appia também é responsável pelo Rodoanel Norte, cujas obras foram retomadas em abril e devem terminar no segundo semestre de 2026 (Wagner Vilas/Enquadrar/Estadão Conteúdo) As novas concessões rodoviárias no eixo São Paulo-Minas Gerais, adquiridas junto à AB Concessões pela Via Appia, que também é responsável pelo o Rodoanel Norte, devem colaborar muito com o escoamento de cargas para o Porto de Santos. “As concessões estão localizadas em polos logísticos estratégicos. Estão concentradas na Região Metropolitana de Campinas até Bauru, facilitando significativamente o acesso ao Porto de Santos”, afirma, em nota, a concessionária. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A expectativa da empresa é melhorar os mais de 1,4 mil quilômetros que integram essas concessões. Os investimentos incluem, segundo a Via Appia, a ampliação e manutenção das vias, implementação de tecnologia avançada para gestão de tráfego, melhorias na sinalização e segurança e aprimoramento do atendimento ao cliente. E vão além, incluindo estratégias que beneficiam também o maior complexo portuário do Hemisfério Sul e, de quebra, a economia brasileira. “Como exemplo, a Via Appia está atualmente negociando junto a um dos maiores conglomerados do mundo na indústria de beverages (bebidas), a implantação de uma fábrica no trecho de nossas rodovias, para o qual estimamos que mais da metade da produção possa ser destinada para exportação por meio do Porto de Santos. Ainda, com a conclusão do trecho norte do Rodoanel Mário Covas, previsto para 2026, espera-se um impacto positivo no escoamento das exportações e importações, tornando o acesso ao Porto de Santos mais eficiente”, revela. As estradas No quesito exportações, o esta</MC>do de São Paulo é responsável por 48,8% dos produtos manufaturados e 41,1% dos industrializados do Brasil, de acordo com números trazidos pela Via Appia. Quando os estados vizinhos são incluídos, esses percentuais aumentam para 71% e 69%, respectivamente, demonstrando a importância estratégica da região para as exportações da indústria brasileira - que vêm crescendo a uma taxa média anual de 24,4%ao longo dos últimos 13 anos. No setor do agronegócio, São Paulo representa a principal rota de escoamento do Centro-Oeste, com 30% das exportações de soja passando pelo Porto de Santos, observa a empresa. “As rodovias que compõem o sistema Via Nascentes desempenham um papel essencial na economia brasileira, sendo responsáveis pelo transporte de commodities vitais como carvão, cana-de-açúcar, minério de ferro, produtos siderúrgicos e café”, explica a Via Appia, também em nota. A Via Nascentes engloba a administração de 371 quilômetros de rodovias, ligando Juatuba (MG) a São Sebastião do Paraíso (MG): BR-265, BR-491 e MG-050 (Rodovia Newton Penido). “As rodovias do sistema Via Colinas e Rodovias do Tietê são também relevantes, pois conectam a região metropolitana de Campinas ao centro-oeste do Estado de São Paulo. Elas são rotas essenciais para mercadorias provenientes do sul de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul, destinadas ao Porto”, acrescenta a empresa. A Via Colinas está à frente de 367 quilômetros de estradas, atravessando 17 municípios do interior de São Paulo: Deputado Archimedes Lammoglia, Prefeito Hélio Steffen, Engenheiro Ermênio de Oliveira Penteado, Santos Dumont, Fausto Santomauro, Cornélio Pires, Antônio Romano Schincariol, Presidente Castello Branco, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Marechal Rondon e Engenheiro Herculano de Godoy Passos. Já a Rodovias do Tietê atua em mais de 701 quilômetros, atendendo 25 cidades entre Indaiatuba e Campinas: Jornalista Francisco Aguirre Proença, Marechal Rondon, Dr. João José Rodrigues, Comendador Mário Dedini, Rodovia Professor João Hipólito Martins e Ernesto Paterniani. Ainda há a Via SP Serra, que gere o trecho norte do Rodoanel Mario Covas, abrangendo uma extensão de 44 quilômetros entre Arujá, Guarulhos e São Paulo, pelo Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas. Especialista diz que investir em malha viária é fundamental Engenheiro civil e mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia, Luis Claudio Montenegro acha fundamentais iniciativas que visam a ampliação constante de capacidade do Porto de Santos, algo que passa diretamente pelas malhas viárias de São Paulo, consideradas como elemento essencial e estratégico dentro de uma região altamente adensada e com atividade econômica de enorme magnitude. As taxas de crescimento do Porto de Santos giram, na média dos últimos 10 anos, na ordem de 5% ao ano, observa Montenegro. Continuando essa taxa de crescimento, lembra o engenheiro civil, o Porto chegaria em 2060 com uma movimentação próxima de 1 bilhão de toneladas. Atualmente, compara Montenegro, o complexo portuário santista movimenta algo em torno de 170 milhões de toneladas e o País chega a 1,3 bilhão de toneladas. “Se a economia do País se estruturar em patamares mais altos e constantes, essa projeção seria ainda em prazo mais curto. Ou seja, todo projeto que amplia a capacidade, melhora a coordenação e permite um fluxo logístico mais eficiente é essencial não só ao Porto de Santos ou ao Estado de São Paulo, mas a todo o País, que tem no Porto de Santos o seu maior equipamento de infraestrutura portuária”, afirma. Montenegro lembra que, ao se destravar a logística de acesso, os projetos de investimento, seja na infraestrutura interna do Porto, seja nas áreas operacionais, tendem a também se acelerar. “Isso gera emprego, renda e cada vez mais competitividade ao País em mercados globais”, emenda.