Portos do Paraná iniciou fortalecimento da relação comercial com a China ao assinar carta de intenções com uma operadora chinesa (José Fernando Ogura/AEN) Os portos do Paraná querem ampliar a capacidade de envio de mercadorias para o mercado asiático, que é o maior destino internacional da produção paranaense. Para isso, a empresa pública estadual que faz a gestão de Paranaguá e Antonina afirma que vem investindo em uma série de melhorias estruturais e logísticas. Para a gestora dos portos, a mudança na presidência dos Estados Unidos e a consequente perspectiva de um possível retorno do embate comercial com a China, com aumento da taxação das importações de forma mútua, podem beneficiar o Paraná. Dos US\$ 20 bilhões obtidos com a venda de produtos paranaenses entre janeiro e outubro de 2024, US\$ 5,4 bilhões foram comprados pelos chineses, o equivalente a 27% das receitas do ano. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período, as exportações estaduais para os Estados Unidos somaram US\$ 1,2 bilhão, pouco mais de um quarto do volume do 1º colocado. Depois, aparecem as exportações para a Argentina (US\$ 951 milhões), México (US\$ 849 milhões) e Paraguai (US\$ 526 milhões). Para fortalecer ainda mais a relação comercial com China, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, e o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, estiveram na China na semana passada. Eles assinaram uma carta de intenções com representantes da China Merchants Port Holdings (CMPort), que é uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres. “Essa assinatura é um marco nas relações entre os dois países em prol do crescimento comercial e fortalecimento de laços. O acordo tem um forte potencial para gerar riqueza sustentável e promover ainda mais o desenvolvimento econômico no Paraná”, comentou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística. Desde março de 2018, quando a CMPort passou a controlar o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), o grupo mantém uma parceria estratégica com a Portos do Paraná e o Governo do Estado para a execução de projetos e investimentos. Em 2024, o TCP ocupa a 2ª colocação entre os maiores movimentadores de contêineres do Brasil. “O Paraná foi o primeiro lugar do Brasil onde a CMPort escolheu investir em 2018 e, anos depois, a empresa continua aplicando no Estado, o que mostra a credibilidade e a relevância que o Paraná tem perante um dos maiores grupos econômicos do mundo. A carta de intenções que assinamos busca melhorar e expandir a infraestrutura da TCP”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná. Em 1997, ano do início da série histórica do MDIC, a China representava 4,3% das exportações paranaenses, com um total de US\$ 206,8 milhões em receita obtida. Subiu para 28,2% em 2023 (US\$ 7,1 bilhões). O principal produto que alimenta essa relação comercial entre o Paraná e a China é a soja, que representa o maior volume de exportações tanto em peso quanto em dinheiro.