Trump expressou apoio à ILA (Alex Brandon/Associated Press/Estadão Conteúdo) Analistas alertam que uma possível retomada da greve pelos trabalhadores da International Longshoremen’s Association (ILA) em portos nos Estados Unidos, a partir do próximo dia 15, pode ter um impacto maior nas indústrias norte-americanas, incluindo os grãos. Em outubro, uma greve de três dias - deflagrada após impasses sobre a extensão dos contratos - paralisou portos da Costa Leste e da Costa do Golfo, incluindo o Porto de Nova Iorque e Nova Jérsei e o Porto de Savannah, na Geórgia. A primeira greve afetou apenas os embarques de contêineres - nos Estados Unidos, grande parte dos grãos é transportada a granel. Mas, se a possível greve durar mais dias que movimento do ano passado, os atrasos também podem afetar o comércio de grãos, destacaram analistas. Retomada de negociações Trabalhadores portuários do país e seus empregadores concordaram em retomar as negociações formais hoje, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações. A liderança sindical ameaça realizar uma nova paralisação a partir do dia 15, quando expira o contrato atual. No ano passado, a greve terminou depois que os empregadores, sob pressão da administração Joe Biden, concordaram com um aumento salarial provisório de 62% ao longo de seis anos. As duas partes concordaram em estender o contrato por três meses enquanto negociavam outras questões, como o uso de automação nos portos. Posicionamento O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou apoio à ILA, o que pode encorajar os trabalhadores. As negociações fracassaram em novembro, quando os líderes sindicais se irritaram com os planos dos empregadores de expandir o uso de máquinas semiautomáticas nos portos. Trump, em dezembro, disse que a automação ameaça empregos e que as empresas de transporte marítimo com sede no exterior, que controlam o grupo de empregadores, deveriam investir em salários em vez de máquinas.