(Rodrigo Nardelli/TV Tribuna) Robôs cada vez mais preparados para atender às necessidades diárias das pessoas, dentro e fora das casas. Esse e outros benefícios da tecnologia foram vistos por empresários e autoridades do setor portuário brasileiro, ontem, nas sedes das multinacionais Samsung e LG, na Coreia do Sul, em mais um dia de atividades da Missão Internacional Porto & Mar Brasil – Coreia do Sul 2024, promovida pelo Grupo Tribuna. O objetivo foi apresentar para o setor os caminhos que as empresas percorreram para chegar no patamar em que estão e como os bons exemplos podem ser usados para inovação na área portuária. A primeira visita foi na Samsung, empresa com sede em 15 países, inclusive no Brasil. Na Coreia do Sul, a multinacional concentra um quarteirão com vários prédios. Em um deles fica o Samsung Innovation Museum (Museu da Inovação). O local transita entre o passado, o presente e o futuro. A empresa tem dois programas que incentivam a inovação. O Mosaic foi lançado há exatos 10 anos, no dia 11 de junho de 2014. Foi inspirado na obra-prima O Mosaico de Alexandre, que resistiu ao tempo. Trata-se de uma plataforma para reunir as capacidades e a inteligência coletiva dos funcionários. Por ser uma empresa global, pessoas de diferentes países compartilham suas ideias na plataforma. E destas sugestões já saíram grandes avanços, informa a companhia. A empresa tem um outro programa para incentivar o empreendedorismo e acelerar as startups. O C-Lab é uma incubadora interna. Incentiva uma cultura corporativa criativa e apoia as ideias inovadoras dos funcionários. Ambos os projetos estimulam a participação de funcionários de diferentes setores da empresa. “Nessa visita, a gente percebeu o quanto a tecnologia ultrapassa as fronteiras e rompe barreiras. E isso pode ser adaptado para diversos setores, inclusive o nosso”, disse Ricardo Miranda, diretor de tecnologia da Santos Brasil. A missão continuou a tarde, com uma visita à sede da LG, outra empresa coreana. O grupo esteve no Centro de Estratégia e Inovação. Na lista, tem desde painel de carro, motores que consomem menos energia, televisores com imagens incríveis e até robôs – pelo menos cinco foram demonstrados. Hoje os integrantes da comitiva Porto & Mar irão de trem para Busan, onde visitarão o porto local. (Rodrigo Nardelli/TV Tribuna) O CEO da Brasil Terminal Portuário (BTP), Ricardo Arten, acredita que ambas as empresas mudaram totalmente a forma de pensar. “E a gente tem que fazer a mesma coisa no nosso mundo portuário. Quanta tecnologia a gente pode trazer para o nosso mundo?”, questiona Arten. Ele citou como exemplo a busca por uma solução quando há operação com contêineres refrigerados. “Quando há esses contêi-neres, nós temos que ir lá e desligar da tomada. Será que não existe uma outra tecnologia que a gente possa utilizar dentro dos nossos terminais?”, pergunta, comentando que o objetivo seria melhorar a velocidade e a segurança das operações. Diretor de tecnologia da Santos Brasil, Ricardo Miranda diz que o aprendizado nas duas empresas só reforça a importância da integração. “A gente já faz alguma coisa parecida. Mas o que vimos reforça o quanto tecnologias de outros setores podem ser aplicadas no segmento logístico e portuário”. O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, afirma que os portos precisam estar dentro desta cadeia produtiva. “Precisamos movimentar muito mais do que contêineres. Esse processo da inovação precisa acontecer todos os dias”, comentou. “Nós tivemos um exemplo agora, a cada seis meses tem uma reava-liação dos processos, upgrade de processos de empresas voltadas para a tecnologia e para trazer soluções”, ressalta. O diretor de negócio do Grupo Cesari, Giulio Borlenghi, destaca o constante processo de inovação. “A gente vê empresas que estão na nossa frente e, ao mesmo tempo, se reinventam a cada seis meses. Então, essa forma de estar sempre olhando para a frente e se desenvolvendo é algo que a gente precisa se espelhar”. Borlenghi ainda comentou que a integração é um desafio que todas as áreas enfrentam. “Cada vez mais celulares e computadores e a própria TV de casa estão integrados. E quando a gente olha para a operação portuária é a mesma coisa. Nós temos diversos sistemas e o desafio é fazer estes sistemas se conversarem para melhorar a eficiência”. Para Ricardo Pupo Larguesa, diretor da T2S, empresa de soluções tecnológicas, “as multinacionais (LG e Samsung) são de ponta e possuem uma relação indireta muito importante, porque todas muitas das tecnologias que elas desenvolvem são utilizadas no setor portuário”. (Rodrigo Nardelli/TV Tribuna)