[[legacy_image_14525]] As prioridades para as privatizações federais em 2021 abrangem quatro companhias, a Eletrobras, os Correios, a Autoridade Portuária de Santos e a PPSA (empresa que administra os contratos do pré-sal), disse nesta sexta-feira (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista para fazer um balanço de fim de ano da pasta. Ele classificou como óbvias a venda das quatro estatais em 2021. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! “São quatro privatizações óbvias, conversando com nossos eixos políticos meses atrás”, declarou. O ministro citou a necessidade de atrair investimentos privados e de acabar com a corrupção, como justificativas para vender as estatais. Sobre a Autoridade Portuária de Santos (APS), o processo de desestatização da empresa já está em estudo, trabalho realizado por um consórcio contratado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Ministério da Economia, as conclusões das avaliações supervisionadas pelo BNDES serão apresentadas à comunidade no terceiro trimestre de 2021 e, até o final do ano, o modelo de concessão será definido. Conforme cronograma do PPI, o leilão da APS deve ocorrer no segundo semestre de 2022. Eletrobras Em relação à Eletrobras, o ministro disse que a empresa precisa investir R\$ 17 bilhões por ano e, atualmente, consegue investir apenas R\$ 3,7 bilhões. Segundo ele, o Governo Federal tem pouca capacidade fiscal de cobrir as dificuldades financeiras da geradora de energia. Sobre os Correios, Guedes disse ser preciso salvar a empresa antes que ela deixe de ser funcional e, também, garantir o pagamento das aposentadorias dos funcionários que contribuem para o fundo de pensão da empresa. O ministro classificou de “patético” o trabalho da PPSA. Na avaliação dele, os R\$ 100 bilhões de contratos administrados pela estatal são um “pretexto para a corrupção”. Além da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), que reduziu o preço de ativos financeiros em todo o planeta, o ministro atribuiu o atraso nas privatizações a dois motivos. Ele disse haver resistências por parte de ministros do próprio governo e repetiu declarações dadas por ele recentemente, de que um acordo de partidos de centro com legendas de esquerda na Câmara dos Deputados impede o andamento das privatizações. Sobre a privatização da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o ministro disse que o presidente Jair Bolsonaro optou por adiar a venda para dar tempo de “eliminar a corrupção” na empresa.