O Starup Day propôs o debate de se criar condições ao desenvolvimento de soluções tecnológicas ao Porto (Sílvio Luiz/ AT) A Autoridade Portuária de Santos (APS) recebeu neste sábado (21) o Startup Day – Porto e Economia Azul, iniciativa nacional do Sebrae voltada ao estímulo ao empreendedorismo e à inovação. O evento concentrou debates sobre os desafios do setor portuário e como a inovação pode trazer ferramentas para superá-los. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A ação, que ocorreu no auditório da APS, no Macuco, contou com quatro rodadas de discussões, reunindo representantes dos setores público e privado. Os painéis e apresentações abordaram temas como inovação aplicada às operações portuárias, economia azul e o uso de tecnologias, voltadas ao aumento da eficiência e à sustentabilidade das atividades no setor. Segundo o gerente de planejamento logístico da APS, Ricardo Maeshiro, promover a inovação no Porto de Santos é fundamental para trazer soluções mais imediatas para os desafios do setor. “É sabido que o Porto de Santos está batendo recordes de movimentação de cargas ano a ano, é uma demanda que, tudo indica, será crescente nos próximos anos. Há grandes obras em desenvolvimento para a resolução dessas questões – como o Megaterminal e o Túnel Santos-Guarujá –, mas elas levam tempo. Então, pela inovação, buscamos trazer soluções mais rápidas e diretas”. Maeshiro destacou também a parceria da APS com a Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (Aptsjc), que contempla a estruturação do Hub de Inovação da Autoridade Portuária, prevendo um espaço físico e diversas ações para impulsionar o empreendedorismo no Porto. “A associação vai ajudar a APS a coordenar essa inovação, usando a expertise deles para que a gente adapte o que deu certo para Santos e toda a Baixada Santista. Sabemos que existem iniciativas interessantes de inovação na região, mas sentimos que falta algo para centralizar esses recursos, de modo a potencializá-los”, disse o gerente. Rigor para solução O diretor de operações da Santos Brasil, Marcelo Patrício, explicou que, por vezes, a indústria e os terminais portuários não têm tempo ou conhecimento para o desenvolvimento de soluções. Dessa forma, ele enxerga os hubs (centrais para desenvolver soluções) como capazes de cumprir o papel. “Pode-se, por exemplo, promover um hackathon (maratona de inovação, para desenvolver softwares) para identificar quem consegue desenvolver a melhor solução. Nesse processo, o terminal entra com a relevância do problema, enquanto o hub contribui com o rigor no desenvolvimento da solução”. Conforme Patrício, já existem exemplos práticos desse tipo de inovação. “Hoje, no terminal, temos a integração do nosso sistema de gerenciamento de berços com uma startup de inteligência climática. Esse sistema nos informa, por exemplo, condições de ondas que podem impedir manobras de navios, permitindo um planejamento mais eficiente das operações”. Ainda segundo Patrício, também há soluções em desenvolvimento para verificação de avarias em contêineres, com uso de inteligência artificial em câmeras. Formação profissional Presentes no evento, o gerente de Carreira e Capacitação da APS, Caio Teissiere Moretti da Silva, e o diretor-presidente da Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep), André Leme da Silva Fleury Bonini, ressaltaram a importância da qualificação profissional diante das transformações tecnológicas do setor. Segundo Moretti, ainda há carência de mão de obra especializada, principalmente em áreas técnicas. “Muitas tecnologias que antes eram vistas como do futuro já fazem parte da realidade, e ainda faltam profissionais capacitados”, afirmou. “Neste domingo (22), há demandas em áreas como automação, elétrica e tecnologia da informação, além do uso de ferramentas como IoT (Internet das Coisas), blockchain e gêmeos digitais”. Já Bonini destacou o papel da formação e da conexão com a inovação para transformar conhecimento em soluções práticas. “O que antes era um projeto de pesquisa começa a ganhar forma e passa a gerar benefício direto para a operação portuária”. Ele também ressaltou a importância da integração entre empresas, estudantes e instituições. “Com o objetivo comum de desenvolver a região portuária e transformar ideias em negócios”. OPINIÕES Ricardo Maeshiro (Sílvio Luiz/AT) “É sabido que o Porto de Santos está batendo recordes de movimentação de cargas ano a ano, é uma demanda que, tudo indica, será crescente nos próximos anos. Há grandes obras em desenvolvimento para a resolução dessas questões – como o Megaterminal e o Túnel Santos-Guarujá –, mas elas levam tempo. Então, pela inovação, buscamos trazer soluções mais rápidas e diretas”, Ricardo Maeshiro, gerente de planejamento logístico da APS. Marcelo Patrício (Sílvio Luiz/AT) “Hoje, no terminal, temos a integração do nosso sistema de gerenciamento de berços com uma startup de inteligência climática. Esse sistema nos informa, por exemplo, condições de ondas que podem impedir manobras de navios, permitindo um planejamento mais eficiente das operações”, Marcelo Patrício, diretor de operações da Santos Brasil. Caio Teissiere (Sílvio Luiz/AT) “O setor portuário está em constante mudança. Muitas tecnologias que antes eram vistas como do futuro já fazem parte da realidade, e ainda faltam profissionais capacitados, especialmente nas funções mais técnicas”, afirmou. “Hoje, há demandas em áreas como automação, elétrica e tecnologia da informação, além do uso de ferramentas como IoT (Internet das Coisas), blockchain e gêmeos digitais”, Caio Teissiere, gerente de Carreira e Capacitação da APS. André Bonini (Sílvio Luiz/AT) “O que antes era um projeto de pesquisa começa a ganhar forma e passa a gerar benefício direto para a operação portuária. É uma oportunidade de reunir empresas, estudantes e instituições com um objetivo comum, que é desenvolver a região portuária e transformar ideias em negócios”, André Bonini, diretor-presidente da Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos