[[legacy_image_161084]] A geração de empregos a partir do processo de desestatização do Porto de Santos foi debatida, nesta sexta-feira (18), no 1º Encontro Porto & Mar, realizado pelo Grupo Tribuna, em Santos. A expectativa é que a mudança na gestão da Autoridade Portuária faça com o que o perfil do trabalhador no setor portuário passe por uma radical transformação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da Santos Port Authority (SPA), Bruno Stupello, explicou que o número de 60 mil postos de trabalho a serem gerados no Porto de Santos - cuja divulgação ocorreu na primeira audiência pública sobre a desestatização, em fevereiro - é fruto de uma “metodologia para cálculo de geração de empregos de acordo com os investimentos”. O advogado e professor especializado na relação capital-trabalho Lucas Rênio falou sobre a liberdade de contratação. “É importante que o empresário possa optar pelo modo de contratação e por quem ele vai contratar”. Para ele, o que garantirá a “colocação dos trabalhadores portuários é a qualificação”. Desta forma, o engenheiro e especialista em tecnologia e logística portuária Ricardo Pupo explicou que o processo de desestatização irá permitir uma “relação mais célere” com a administração do complexo portuário, promovendo um maior desenvolvimento tecnológico. “Este desenvolvimento é acusado de tirar empregos, mas ele substitui aqueles de menor valor agregado pelos de maior valor agregado. Permite maior produtividade”. Professor e executivo de gestão de pessoas e recursos humanos, Hudson Carvalho lembrou da divulgação dos 60 mil novos postos de trabalho em Santos e admitiu haver preocupação com a qualificação da mão de obra. “Empregos típicos da atividade portuária virão, mas a cadeia como um todo virá e junto com ela, a mudança no perfil”, afirma Carvalho, explicando que mais produtividade e tecnologia serão requisitos, o que pode trazer dificuldades para aqueles que “não tiverem tempo e coragem para se qualificar”. Ele reconhece que uma “curva de aprendizagem” existirá no começo da desestatização e se acentuará com o tempo. Porém, ele levanta questionamentos sobre trabalhadores em condições específicas, como idade e tempo de carreira. “Hoje, são estáveis e não terão desejo de se recolocar. São milhares com suas famílias, então como vamos fazer com eles no médio prazo?”