Parte dos representantes dos caminhoneiros ameaçou entrar em greve por causa do valor do diesel (Alexsander Ferraz/AT) Os caminhoneiros desistiram de iniciar uma greve após o Governo Federal acenar à categoria, nesta quinta-feira (19), com a publicação de uma medida provisória (MP) que endurece as regras de cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! Estão previstas multas mais elevadas para contratantes que descumprirem o piso do frete, que podem variar de R\$ 1 milhão a R\$ 10 milhões por operação. A publicação foi realizada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). As medidas foram anunciadas na quarta-feira pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. Ele falou em “senso de urgência”. Além do endurecimento das regras para o cumprimento do piso do frete, houve a divulgação do nome de empresas que não seguem a legislação. Isso tudo ocorreu no contexto em que parte dos representantes dos caminhoneiros ameaçou a ocorrência de greve em função da elevação nos preços dos combustíveis. Luciano de Carvalho, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), disse que a categoria se reuniu nesta quinta-feira (19) por duas horas. Segundo ele, a MP do Governo Federal é positiva. “A categoria está insatisfeita com o aumento do diesel, e a gente viu uma possibilidade de o Governo implementar a questão do piso mínimo de frete, que é o custo que o caminhoneiro tem pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A gente pediu prioridade, porque, se for cumprido o piso mínimo de frete do rodoviário, automaticamente já está incluso o aumento do diesel”. Segundo Carvalho, ainda há divergências no texto que serão ajustadas. “Vamos até Brasília na quarta-feira para ver essas questões que dão dupla interpretação. Temos seis dias para redigir o texto e quarta-feira a gente estará lá para poder ajustar os pontos que não ficaram 100% para a categoria”.