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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

'O presidente passeia a cavalo enquanto a pandemia galopa', diz Doria

Governador questionou participação de Jair Bolsonaro em manifestação pública, no momento que País encaminha para 30 mil mortes

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teceu duras críticas à participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma manifestação, neste domingo (31), em Brasília. “Qual o sentido de um presidente desfilar a cavalo diante de 30 mil mortes (por Covid-19). Qual é o sentido? Qual é a razão?”, afirma o tucano, durante coletivoa de imprensa no começo da tarde desta segunda-feira (1º). 

O comentário é baseado no fato de Bolsonaro aparecer publicamente no ato agendado por apoiadores sobre um cavalo. Doria questionou a imagem que a presidência da República passa em meio à pandemia de Covid-19.  

“O que ampara um ato no meio de uma pandemia? Mais de 500 mil brasileiros adoentados, milhares que perderam as vidas. O presidente passeia a cavalo enquanto a pandemia galopa. Bolsonaro passeia a cavalo e a crise econômica segue sem rédeas”, ataca Doria. 

 

 

A crítica do tucano ocorreu no dia seguinte ao presidente ter compartilhado um vídeo em uma rede social em que aparece passeando a cavalo e acenando a apoiadores. Bolsonaro não usava máscara, como determina o decreto assinado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF). “Estarei onde o povo estiver”, escreveu Bolsonaro na publicação. 

Manifestações 

Doria também comentou sobre o confronto que ocorreu na tarde de domingo (31), na Avenida Paulista, na Capital. A Polícia Militar interveio e usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o início de uma briga em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).  

A confusão, que durou ao menos uma hora, tomou conta da avenida e deixou um rastro de destruição: vidros quebrados, caçambas de lixo e entulho revirados e fogo ateado em objetos no meio da via. Seis pessoas foram detidas, segundo a PM. 

Doria afirmou que manifestações seguem permitidas no Estado, independente da bandeira ou cor partidária. Contudo, haverá uma análise mais criteriosa para liberar atos, de forma a se evitar grupos antagônicos em áreas próximas. “O governo de São Paulo volta a reafirmar que não serão cerceados o direito de manifestação pública”, garante o governador. 

O confronto neste domingo foi provocado pela proximidade geográfica entre os manifestantes. Um  grupo autointitulado pró-democracia e antifascista (organizado por grupos ligados a torcidas de futebol) se reuniu a poucos metros de outros manifestantes pró-Bolsonaro. A briga em frente ao Masp envolvendo os manifestantes e a PM começou por volta das 14h20. 

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