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Nos EUA, senadores decidem absolver Trump em processo de impeachment

Ex-presidente era acusado de incitar ataque ao Capitólio, na primeira semana de janeiro, quando uma multidão invadiu o prédio do Congresso americano

Por: Do Estadão Conteúdo  -  13/02/21  -  22:00
Trump voltou a atacar o México a respeito dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos
Trump voltou a atacar o México a respeito dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos   Foto: Joe Raedle/AFP

Os senadores dos EUA decidiram neste sábado, 13, absolver o ex-presidente norte-americano Donald Trump no processo de impeachment em que era acusado de incitar o ataque ao Capitólio do dia 6 de janeiro, quando uma multidão invadiu o prédio do Congresso americano e tentou impedir a sessão de certificação da vitória de Joe Biden.


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Uma condenação poderia impedir Trump de concorrer a cargos federais, o que o deixaria fora de nova disputa pela Casa Branca Com a absolvição, Trump pode se candidatar nas próximas eleições presidenciais. Um total de 57 senadores votaram pela condenação de Trump, enquanto 43 votaram pela absolvição. Eram necessários 67 votos para condenar Trump. Vale destacar que sete senadores republicanos votaram pela condenação.


Pela manhã, os senadores chegaram a sinalizar que o processo de julgamento se alongaria, quando, por maioria, aprovaram que testemunhas fossem ouvidas. A principal intenção dos democratas era ouvir a deputada republicana Jaime Herrera Beutler, que afirmou na noite de sexta-feira (12) que outro deputado, o líder da maioria Kevin McCarthy, recebeu uma ligação de Trump no momento da invasão ao Capitólio que indicava que o então presidente apoiava os invasores. De acordo com ela, Trump teria resistido a pedir a seus partidários que parassem a invasão.


No entanto, acusação e defesa chegaram a um acordo para admitir como evidência uma declaração de Jaime Herrera Beutler sobre o telefonema entre Trump e McCarthy, abrindo caminho para a apresentação dos argumentos finais e da votação.


Durante as argumentações finais, os democratas apresentaram diversos vídeos e postagens nas redes sociais e alegaram que Trump preparou seus apoiadores para a violência, gastou dinheiro para divulgar a mensagem de que a eleição foi roubada, emitiu um convite para "marcar a data" 6 de janeiro e, depois de incitar a aglomeração, se absteve de pedir ajuda.


"O presidente passou meses incitando seus apoiadores a acreditar que a eleição havia sido roubada dele, deles, o que não era verdade", disse o deputado Joe Neguse. "Ele convocou a multidão, reuniu a multidão, e quando a violência estourou, ele não fez nada para pará-la." O deputado Jamie Raskin, o principal acusador democrata, disse que a acusação provou que Trump "traiu seu país". "Provamos que ele traiu sua Constituição, provamos que ele traiu seu juramento de mandato."


Já os advogados de Trump disseram, em seus argumentos finais, que os democratas não conseguiram provar que Trump incitou a rebelião, que forçou a evacuação do Capitólio. O advogado de Trump Michael van der Veen chamou a revolta de "grave tragédia", mas disse: "não importa quantas imagens verdadeiramente horríveis que vejamos da conduta dos desordeiros e quanta emoção foi injetada neste julgamento, isso não muda o fato de que Trump é inocente das acusações contra ele." Ele disse que em nenhum momento Trump encorajou explicitamente seus apoiadores a praticarem violência.


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