Matheus Mota foi preso em apartamento de Praia Grande e levado para São Paulo (Reprodução/TV Globo/André Emateguy) Imagens registradas pela TV Globo mostram o momento da prisão de Matheus Augusto de Castro Mota, na noite desta segunda-feira (9), em um apartamento de Praia Grande. Ele é suspeito de envolvimento na morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, assassinado no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após fazer uma delação envolvendo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). (Veja no vídeo mais abaixo). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas imagens, é possível ver as equipes da Polícia Civil chegando ao edifício onde Matheus Mota estava, localizado na Avenida Marechal Mallet, no Canto do Forte. Depois, o suspeito foi levado para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na Capital, responsável pela investigação do crime. A prisão foi efetuada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Matheus teria emprestado dois carros usados pelos criminosos na fuga, sendo um para o olheiro Kaue do Amaral e outro para os que atiraram em Vinícius. -Prisão suspeito delator PCC Praia Grande (1.444111) A captura foi confirmada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em postagem nas redes sociais. "Policiais do Deic acabam de prender Matheus Augusto de Castro Mota, que teve mandado de prisão temporária expedido após trabalho de inteligência da força-tarefa que investiga o assassinato de Vinícius Gritzbach", disse Tarcísio na noite desta segunda (9). -Post Tarcísio prisão PG (1.444104) Quem era O empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, assassinado no Aeroporto de Guarulhos no dia 8 de novembro, estava colaborando com as investigações sobre esquemas de lavagem de dinheiro com imóveis de luxo ligados ao PCC em Bertioga, no litoral de São Paulo. Segundo o acordo de delação, um dos imóveis envolvia um pagamento de R\$ 5 milhões, enquanto o outro totalizou R\$ 2,2 milhões. Ambos foram adquiridos e registrados em nomes de 'laranjas' para ocultar a verdadeira origem do dinheiro. Delação Por meio de seu acordo de delação, Gritzbach obteve benefícios como redução de pena e a possibilidade de cumpri-la em regime aberto, desde que não fosse condenado por crimes mais graves. O empresário ainda se comprometeu a devolver R\$ 15 milhões aos cofres públicos, referentes aos lucros obtidos com as atividades ilegais. Ele também forneceu informações sobre policiais que estariam envolvidos com o crime organizado. Em sua colaboração, ele prometeu dar nomes de agentes pertencentes ao DHPP, Deic e ao 24º Distrito Policial (DP) da Capital, que teriam ligação com as atividades criminosas.