[[legacy_image_358488]] Acusado de ser tesoureiro do tráfico de drogas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto exercia a mesma função para uma escola de samba de Santos - da qual foi afastado -, Renato da Costa Menezes, conhecido como Gordinho da Unidos, foi condenado a seis anos de prisão por posse irregular de arma de fogo e associação a organização criminosa. A defesa dele entrou com recurso. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Condenado pela juíza Elizabeth Lopes de Freitas, da 4ª Vara Criminal de Santos, Renato terá que cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto. Como foi preso em flagrante e, posteriormente, preventivamente, a prisão preventiva será mantida. Sendo assim, o réu será impedido de recorrer em liberdade. A magistrada acatou uma denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e condenou o réu a seis anos de regime semiaberto, um de detenção e pagamento de 20 dias-multa. O MP indicou que Renato seria responsável por cobrar dívidas de drogas e ostentava armas em bailes de ruas. Gordinho da Unidos foi preso no dia 27 de dezembro de 2023, por volta das 5h50, dentro da própria casa na Rua Santa Isabel, no Morro São Bento. A magistrada considerou que o réu integrou pessoalmente a organização criminosa PCC e, durante a prisão em flagrante, foram encontradas uma espingarda regular e uma pistola glock de 9mm de numeração raspada e com munições. Além disso, também foram encontrados cadernos de contabilidade, três radiocomunicadores, máquinas de cartão, máscaras ninjas e balanças de precisão. As apreensões foram fundamentais para ligar Renato ao crime organizado, de acordo com a magistrada. Ainda de acordo com a denúncia, a casa dele fica em um ponto estratégico do morro com câmeras de monitoramento em todos os cantos, para captar as movimentações externas. Interrogado em juízo, Renato negou pertencer ao PCC, mas admitiu que as armas estavam em sua casa e que eram suas. Entretanto, o tesoureiro disse que as armas foram encontradas por um pedreiro enterradas em um tonel dentro do terreno em que está construindo uma casa em Itanhaém. Também justificou que os três rádios em sua casa, os quais estavam ligados, serviam para o seu trabalho e para a escola de samba que integrava, acessório que a diretoria usa durante os desfiles com fones de ouvido. Ele acrescentou que as máquinas eram para uso da escola e que os cadernos tinham informações financeiras da agremiação. Procurado por A Tribuna, o advogado Eduardo Jorge - que defende Renato - alegou que houve falta de fundamentação da juíza, porque no notebook e celular do réu foram encontradas somente imagens do trabalho que ele executava. "Não tinha qualquer informação sobre associação, o telefone também não divulgou qualquer empreitada criminosa na qual ele se envolveria".O defensor confirmou quepleiteará a progressão de pena para o regime aberto.