Thiago era professor universitário, advogado, pesquisador e Ph.D em direito (Reprodução) O ex-secretário de Modernização e Transformação Digital de Guarujá, Thiago Felipe de Souza Avanci, de 39 anos, encontrado morto na terça-feira (17), havia sido denunciado pela própria família por ter estuprado um adolescente de 17 anos portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Às 20h45 desta terça, Avanci matou a mãe, o cachorro e, em seguida, tirou a própria vida, depois de ser exonerado do cargo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado pela TV Tribuna, há cerca de 15 dias, o adolescente reclamou de estar sentindo dores no ânus para a psicóloga. Tempo depois, Thiago entregou para o irmão um envelope com um pen-drive e documentos, os quais transferiram até mesmo o carro do ex-secretário para o nome do irmão. Após a entrega, ele pediu o envelope de volta, mas a cunhada resolveu investigar o conteúdo armazenado no dispositivo. Lá, ela encontrou vídeos que mostram Thiago tendo relações sexuais com o adolescente. Ele estuprava o menor há pelo menos um ano. Com a descoberta, a família registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. Na terça, a polícia foi à casa onde ele vivia, uma edícula localizada na Rua das Samambaias, no bairro Balneário Praia de Pernambuco, em Guarujá, para cumprir um mandado de busca e apreensão. Na casa da frente, viviam a mãe de Thiago, Sueli Nastri De Souza Avanci, de 72 anos, e a vítima dos abusos. Ainda conforme as informações apuradas pela TV Tribuna, nas buscas, a Polícia Civil apreendeu um revólver na casa de Thiago, que não estava no local. Na manhã desta terça, ele prestou depoimento à polícia e entregou uma pistola. Ex-secretário gravou vídeo antes do crime Quando voltou para casa, o ex-secretário gravou um vídeo de 14 minutos, no qual ele dava mais de 15 medicamentos para a mãe. No registro, ele dizia estar cansado da vida. Em seguida, ele disparou contra a cabeça da idosa e, na sequência, contra a própria cabeça. O cachorro da mulher também morreu, mas não apresentava ferimentos. De acordo com o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, o vídeo foi recebido pelo irmão de Thiago, que ligou para uma investigadora de polícia relatando o conteúdo da gravação. Diante disso, policiais voltaram à casa, onde encontraram Sueli morta na cama do quarto e o ex-secretário ao lado, caído no chão. Os disparos foram feitos por um revólver calibre 38, encontrado entre as pernas do autor. Das cinco balas, três haviam sido deflagradas. Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado às 20h54 e chegou ao local do crime às 21h10, onde constatou as mortes. Foram apreendidos no local do crime três telefones celulares, um notebook, uma caixa de munição e a arma do crime. Foi requisitado o exame pericial para a cena do crime, bem como o exame necroscópico, realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) para as vítimas. A arma apreendida também será periciada pelo Instituto de Criminalística (IC). Professor Thiago trabalhava há cerca de cinco anos na Prefeitura de Guarujá, e há quatro, como secretário de Modernização e Transformação Digital (Semod). Ele também era professor universitário, pesquisador e Ph.D em Direito. Segundo a Administração Municipal, na data do crime, ele havia sido exonerado do cargo a pedido.