Quase 30 policiais civis cumprem os mandados de prisão e de busca e apreensão no interior de São Paulo (Divulgação/SSP-SP) A Polícia Civil deflagrou a Operação Ouro Branco nesta terça-feira (17), para desarticular uma quadrilha especializada no furto de cargas de farelo de soja e açúcar transportadas por trens na região de Aguaí, interior de São Paulo, com destino ao Porto de Santos. Três homens foram presos e a ação ainda segue em andamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os criminosos, investigados desde dezembro do ano passado, causaram prejuízo milionário à empresa responsável pelas cargas. Quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão foram cumpridos ao longo desta terça-feira (17). As ordens judiciais tinham como destino a cidade de Aguaí, a 200 km de São Paulo, Capital, entre as regiões de Ribeirão Preto e Campinas. Até o momento, três suspeitos foram detidos e um outro segue sendo investigado. Durante as buscas, os policiais também apreenderam veículos, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do grupo criminoso. Ponto de partida As investigações começaram em dezembro de 2025, após uma denúncia que apontava prejuízos milionários provocados por furtos recorrentes ao longo das linhas férreas. De acordo com a SSP-SP, as investigações apontaram que a quadrilha atuava de forma estruturada e em etapas. Modus operandi Parte dos criminosos acessava os vagões durante o deslocamento dos trens, ensacava a carga e a lançava às margens da linha férrea. Depois, outros integrantes da quadrilha recolhiam o material com o apoio de veículos e o transportavam até galpões e propriedades rurais da região. Nesses locais, os produtos eram armazenados e “regularizados” para posterior revenda no mercado formal. Segundo o delegado Danilo Alexiades, responsável pela ação, os investigados agiam diretamente nos vagões em movimento, retiravam a carga e lançavam na linha férrea para que outros integrantes fizessem o recolhimento. Operação O nome da operação faz referência ao alto valor e à facilidade de escoamento dos produtos furtados. “O açúcar, por exemplo, é uma mercadoria que, assim que subtraída, já tem comprador certo. Por isso, a alusão ao ‘ouro branco’, pela liquidez e rápida inserção no mercado”, explica o delegado. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso. A ação é conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) e mobiliza 29 policiais civis e dez viaturas.