<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.437504" attr-version="policy:1.437504:1728689588" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.437504/Design sem nome (26).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Caso foi registrado na Delegacia de São Vicente (Arquivo/Irandy Ribas/AT)</span></p> <p paraeid="{543401dc-b017-4b54-b7ee-ffb11f8d6d66}{29}" paraid="2095078137" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O </span>professor, de 64 anos, denunciado por assediar meninas entre 10 e 12 anos na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Carolina Dantas, no Bairro Catiapoã, em São Vicente, foi afastado do cargo nesta sexta-feira (11). A Polícia Civil investiga o docente pelo suposto estupro de três vulneráveis. </p> <p paraeid="{543401dc-b017-4b54-b7ee-ffb11f8d6d66}{29}" paraid="2095078137" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a> </p> <p paraeid="{543401dc-b017-4b54-b7ee-ffb11f8d6d66}{29}" paraid="2095078137" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Prefeitura de São Vicente </span>informou que, "imediatamente após tomar ciência acerca do caso, a Secretaria de Educação (Seduc) deu início às medidas cabíveis e afastou o professor, além de abrir um processo administrativo para apurar as denúncias". Ainda segundo a Administração Municipal, todo o caso está sendo acompanhado pela supervisora de ensino. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{15fcf442-187c-4155-8dab-ab615d2f2c92}{12}" paraid="1422156601" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil de São Vicente investiga o professor por estupro de vulneráveis (três menores). </span>O órgão acrescenta ainda que o boletim de ocorrência (BO) que foi registrado na Delegacia de São Vicente diz que o docente estaria assediando as vítimas. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{05283edb-79fd-46aa-8b38-641b99f9b75a}{3}" paraid="164563649" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span>utros detalhes foram preservados em razão da natureza da ocorrência e por envolver menores de idade. Conforme apurado por <strong>A Tribuna</strong>, pelo menos quatro famílias de alunos que foram vítimas ou colegas deles prestaram depoimento na delegacia nesta quinta-feira (10). </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{546af7b9-b817-405e-aaab-565a36b6edd5}{7}" paraid="1370483014" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O que é estupro de vulnerável?</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo o Senado Federal, pelo Código Penal vigente, o estupro de vulnerável só ocorre quando há conjunção carnal ou outro ato libidinoso</span> (que tem o objetivo de satisfazer o desejo sexual, como masturbação ou ejaculação em público, passada de mão, beijos sem conssentimento, filmagem de partes íntimas, lamber, apalpar, tocar etc.) com menores de 14 anos ou pessoas que não tenham discernimento ou não possam resistir ao agressor. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{f8cb2d7f-5196-4843-b38d-e19915e80d27}{161}" paraid="1308084829" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O que as mães alegam</span></strong> <br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme apurado por <strong>A Tribuna</strong>, todos os assédios teriam acontecido dentro de sala de aula. Inclusive, conforme relato de uma das mães, a Guarda Civil Municipal (GCM) esteve na escola nesta quinta-feira (10) após a filha dela denunciar o professor por tocá-la e chorar por </span>medo. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{753a0657-cc0a-451d-9c0e-3182e597cd61}{29}" paraid="1302680841" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A</span> dona de casa Ariane Garcia Ferreira, de 33 anos, que é mãe da menina que denunciou o professor por tocar nas suas pernas, contou como ficou sabendo do ocorrido: <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Eu recebi uma ligação da escola pedindo para eu comparecer. Assim que cheguei na escola, havia muitas viaturas da GCM. Assim que eu entrei, minha filha saiu da sala chorando e tinha uma outra menina que também saiu chorando. Eu perguntei o que aconteceu e ela falou: 'Mãe, não é culpa minha, o professor colocou as mãos nas minhas pernas'. Fiquei conversando para ela se acalmar, falei para ela que não era culpa dela e fui conversar para entender o que estava acontecendo”.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{753a0657-cc0a-451d-9c0e-3182e597cd61}{68}" paraid="849147462" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ariane soube, então, que o professor também assediava outras meninas. “Ela (filha) veio falar </span>pra mim que não é de agora, que o professor assediava as meninas oferecendo bombom, chocolates, que ficava beijando os rostos delas. Se ele está sentado na mesa, quando as meninas vão mostrar o caderno com as lições, ele pede para as meninas (se) abaixarem para tentar ver alguma coisa por dentro da blusa. Depois, fica falando no ouvido das meninas que ama elas, que elas são lindas”. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{753a0657-cc0a-451d-9c0e-3182e597cd61}{80}" paraid="2125859242" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Medo</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A vendedora Priscila Andrade de Sousa, de 41 anos, mãe de uma colega das alunas que alegam ter sido assediadas, contou que as meninas não querem ir para escola. “Elas estão se sentido oprimidas, não estão querendo ficar na escola e estão com medo. Tanto que, quando elas tomaram ciência que estávamos na escola, ficaram apavoradas”, explicou.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{753a0657-cc0a-451d-9c0e-3182e597cd61}{98}" paraid="88423832" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo Priscila, os abusos têm acontecido há algum tempo e, agora, a situação está tomando proporções maiores. "Uma menina ficou nervosa porque es</span>tava com medo que ela fosse a culpada", afirmou a mãe. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{753a0657-cc0a-451d-9c0e-3182e597cd61}{110}" paraid="795107360" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Professor se aproximava das alunas</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O gestor de portaria remota Thiago Fagundes, de 39 anos, afirmou que a filha também foi uma das vítimas e que o professor tentava ter intimidade com elas. "Minha filha me procurou perguntando se era normal um professor falar que ama, </span>aí eu perguntei em que contexto foi. Ela disse que era sempre afastado da mesa e longe de outras crianças. Recebi informações dela de que ele tinha essa mania de ter uma aproximação maior com meninas, falar que (as) ama, pedir beijo no rosto, pedir para sentar no colo, passar a mão na perna. Para elas, era uma demonstração de carinho. Ele dava bombom, paçoca, balinha, pagava lanche da escola”, explicou. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{753a0657-cc0a-451d-9c0e-3182e597cd61}{128}" paraid="1352056609" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Fagundes disse ainda que outras mães e pais denunciaram o professor pelos assédios, até porque se incomodavam com essa proximidade. Também de acordo com ele,</span><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"> até os pais estão com receio de levar as crianças para a escola. “O medo de deixarmos as nossas crianças lá é justamente por esse assédio. São crianças de 10 a 12 anos que não têm discernimento, não sabem o que é certo ou errado. E vem alguém oferece bombom, demonstra um carinho, que não é necessário, acaba confundindo as cabeças delas”, desabafou.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{0cb5f8eb-85fa-4908-8632-ea6c716836a3}{199}" paraid="263948655" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme apurado com as mães e o pai, quatro famílias foram prestar depoimento e o professor esteve na delegacia para prestar depoimento junto com seu advogado. </span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{d4821c4f-2bd0-43d8-8968-8bece63525ab}{191}" paraid="564414333" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ajuda às vítimas</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Para dar apoio e suporte, a Prefeitura de São Vicente informou que a equipe de psicologia educacional e supervisão estará na unidade para "prestar o devido acompanhamento e assistencialismo às alunas". A Administração Municipal declarou ainda que se compromete em oferecer todo suporte psicológico às estudantes, e que está à disposição das autoridades para prestar os devidos esclarecimentos, visando contribuir para o andamento do processo.</span> </p> </div>