[[legacy_image_188037]] A denúncia do Ministério Público do Estado contra o procurador municipal de Registro, no Vale do Ribeira, Demétrius Oliveira de Macedo - que espancou a procuradora-chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros na prefeitura, foi detalhada pela promotoria por quase uma hora na manhã desta quinta-feira (30), na capital paulista. Em entrevista à TV Tribuna, o promotor Ronaldo Muniz disse que Macedo agiu com “evidente intento homicida” e “tentou matar” Gabriela. Segundo os membros da promotoria, o crime só não foi consumado porque houve a intervenção de outras pessoas. "O agressor desferiu socos e chutes na região da cabeça da vítima. As testemunhas tiveram dificuldade em conter Demétrius no ato da agressão. E, na filmagem, dá para ver claramente que ele a atingiu em regiões vitais". A expectativa do promotor é de que o acusado seja levado a júri popular. "O Tribunal do Júri da Comarca de Registro é quem será competente em julgar sobre os crimes cometidos por Demétrius. Ele responde por três crimes diferentes: tentativa de feminicídio, injúria e coação". Defesa A partir da denúncia, a defesa do procurador tem 10 dias para apresentar a sua versão. Os advogados atestam que Demétrius sofre de problemas psicológicos. Entretanto, o promotor alega que não consta nos autos esse relato. "Pelo contrário. Ele estava apto ao trabalho e trabalhava normalmente", disse Muniz. [[legacy_image_188041]] O caso As agressões ocorreram no último dia 20 de junho, após a abertura de um processo disciplinar contra o procurador municipal, motivado pela agressividade no trabalho, conforme informou o Ministério Público de São Paulo. (veja no vídeo abaixo) Um vídeo do episódio [postado acima], que circulou pelas redes sociais, mostra o procurador agredindo com socos e chutes Gabriela, mesmo caída no chão. As imagens também mostram Macedo empurrando outra funcionária, com força, contra uma porta. O procurador só foi contido após a intervenção de outros funcionários que ouviram os gritos de socorro. A procuradora registrou um boletim de ocorrência. Em um primeiro momento, o delegado Fernando Carvalho Gregório, do 1º Distrito Policial de Registro, não prendeu Macedo em flagrante. Com a repercussão do caso, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do procurador. Ele foi encontrado em um hospital psiquiátrico, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.