Policiamento terá reforço após ataque a uma base da PM em Guarujá (Divulgação/Deinter-6) Policiais militares (PMs) de todo estado de São Paulo estão de sobreaviso sobre a possibilidade de descerem a serra a qualquer momento desde esta terça-feira (15) em direção à Baixada Santista. Operações e reforços policiais entraram em vigor após um atentado contra uma base da PM em Guarujá. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O coronel Cássio Araújo de Freitas, Comandante-Geral da PM no estado, alertou as tropas sobre a possibilidade como método de rebater os novos ataques sofridos por PMs no litoral paulista, tendo em vista que há uma suspeita de que eles tenham ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Tais ações não têm data para acabar, sendo que estarão em vigor até que os autores sejam encontrados. Os policiais estão em 'S2', quando as rotinas planejadas (como folgas) não devem ser alteradas, mas podem ser chamados para ações caso seja necessário. Na manhã de segunda-feira (14), a base da PM que fica na Avenida Vereador Lydio Martins Corrêa, em Guarujá, foi alvo de tiros. Os policiais militares foram à delegacia e informaram que dois homens, ainda não identificados, chegaram em uma moto e dispararam cinco vezes contra a base. Por sorte, ninguém ficou ferido e a perícia foi solicitada no local. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e dano no 1º Distrito Policial (DP) do Guarujá. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) também destacou que, em decorrência do caso, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região para identificação e captura dos autores. Entretanto, não foi divulgado o número do efetivo que será destinado à Baixada Santista. De acordo com o Metrópoles, o ataque aconteceu dias depois de agentes penitenciários da Penitenciária de Parelheiros, em São Paulo, apreenderem, com detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), um recado que previa um “salve geral” contra policiais penais. O recado escrito à mão também teria sido interceptado em outras unidades prisionais, ainda não especificadas. Esses “salves” são ordens dadas por lideranças do PCC a outros integrantes associados para localizar, identificar ou atacar agentes de segurança. Normalmente, eles são monitorados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPSP).