<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.42357" attr-version="policy:1.42357:1699400409" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.42357/legacy_image_230299.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">MC foi morto em frente de casa no dia 19 de abril de 2012 (Divulgação/Kondzilla)</span></p> <p paraeid="{d10a0c7f-883d-405e-9ab3-e95ebd6269bf}{190}" paraid="1894189680" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Foi absolvido </span>em júri popular realizado na noite desta terça-feira (16), o policial militar Anderson de Oliveira Freitas, de 41 anos, que foi acusado de matar o funkeiro Jadielson da Silva Almeida, conhecido como MC Primo. O crime aconteceu em abril de 2012, no bairro Jôquei Clube, em São Vicente. Com quatro votos a um, a sentença foi proferida após cerca de 12 horas de julgamento no Fórum da cidade.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{867c23b7-cdff-41ff-ba44-e3091a7d581b}{52}" paraid="121795614" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{867c23b7-cdff-41ff-ba44-e3091a7d581b}{52}" paraid="121795614" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na ocasião,</span> além do interrogatório feito a Anderson, foram ouvidas três testemunhas de acusação, duas de defesa e um assistente técnico de defesa. O julgamento já havia sido adiado, após ter sido marcado para o dia 15 de maio. Contudo, a defesa do réu abandonou o plenário e o júri teve de ser remarcado.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c9651869-ef1c-4938-92a6-a6aaa9511a13}{27}" paraid="318433092" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na sessão, ainda foi apresentado um documento que alegava que a bala que atingiu MC Primo não era do policial. A sentença</span> favorável a Anderson foi apresentada por volta das 22h30, após cerca de 12 horas de julgamento. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{fd77d8b6-6b32-472b-83b2-1e3d3a74fccc}{209}" paraid="490106493" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Repercussão</span> </strong></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{b56f23a5-aa5b-4063-99b4-6a136fe746ad}{27}" paraid="1532089623" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado de defesa do PM</span>, Emerson Lima Tauyl, disse que a decisão era esperada. “Conseguimos trazer de volta para casa um pai de família, uma pessoa que nada tem a ver com esse homicídio”, comenta.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{44ac41a6-85f6-4401-a56c-7a6f81a4c0e0}{34}" paraid="2059244205" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Apesar disso, ele lamentou a falta de respostas à família da vítima. “</span>Lamentavelmente o judiciário não conseguiu trazer uma resposta prudente e justa para família da vítima, e falhou nas investigações. Foram 12 anos para tentar trazer um resultado e não identificaram o verdadeiro autor”, analisa.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{45167141-8f84-4b33-ba00-1dc88a156e65}{165}" paraid="32743502" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Contudo, o advogado considera que o caso não poderia</span> causar um outro prejuízo a outra família. “Isso não dá o direito de colocar um inocente atrás das grades. Infelizmente nesse país, o judiciário persiste em cometer erros crassos como esse, mas no final, apesar de um ano e sete meses preso, nós conseguimos promover justiça”, finaliza. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{f022c96a-aff2-48fc-83b5-15c20ac0c186}{144}" paraid="1557605464" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Em entrevista à TV Tribuna, a família de MC Primo lamentou o resultado. “Ficamos totalmente sem resposta. Mas um dia virá a justiça, não sei quando, mas Deus vai ajudar”, disse Maria Celeste da Silva, mãe do MC.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{b6bffaf1-6503-477c-a484-4964656d2c89}{36}" paraid="201829745" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado de acusação, Eugênio Malavasi, também foi procurado pela equipe de reportagem de <strong>A Tribuna</strong>. Ele afirma que, diante da decisão manifestamente contrária à prova dos autos, já interpôs recurso de apelação visando a anulação do julgamento, visto que os jurados decidiram afrontando o laudo de confronto balístico e o reconhecimento pessoal da testemunha protegida.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{f022c96a-aff2-48fc-83b5-15c20ac0c186}{140}" paraid="1483000034" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Liberdade</span></strong> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{fdd52e46-5185-47d2-8cde-2bb72a8e82af}{1}" paraid="470918689" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Por conta do horário em que o julgamento foi finalizado, Anderson retornou para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital. </span>Nesta quarta-feira (17), ele deverá passar por exame de corpo de delito e o alvará de soltura será expedido, para que seja colocado em liberdade.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{02bd0d15-bb8e-41ce-891d-debb10d071db}{236}" paraid="902529986" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O caso</span></strong> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{0de390f9-a974-4621-88d1-d96d98ac6c5f}{101}" paraid="255965260" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">No dia 19 de abril de 2012, MC Primo estava chegando em casa, no bairro Jóquei Clube, em São Vicente, quando foi abordado criminosos que estavam em uma moto e um carro</span>. Um dos suspeitos, que estava encapuzado, mandou que a mulher e os dois filhos da vítima entrassem em casa e, em seguida, deu 11 tiros nele. O funkeiro chegou a ser atingido por quatro disparos no tórax, dois na coxa direita, um no ombro, três nas costas e um no punho esquerdo.<br /> <br /> <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/apos-10-anos-justica-manda-prender-policial-militar-suspeito-de-matar-mc-primo-em-s-o-vicente-1.42356">Em 16 de dezembro de 2016, o PM Anderson foi preso após ser acusado pelo Mnistério Público.</a> Durante as investigações, o suspeito foi reconhecido por uma testemunha que, em juízo, afirmou que o viu cumprimentando a vítima poucas horas antes do crime, mas Anderson negou. O acusado disse que estava jogando videogame no momento em que MC Primo foi assassinado. Uma investigação identificou a arma usada no crime, que seria de porte da corporação e estaria com Anderson na data.</p> </div>