Parte das apreensões durante a ação da Polícia Civil (Reprodução) O pai do menor seguidor do nazismo que planejava um massacre em escola de Itanhaém foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo na quinta-feira (1º). Na ocasião, o filho dele também foi apreendido e cometeu uma injúria racial contra um policial civil, chamando-o de ‘preto nojento’. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, o pai do garoto de 17 anos foi preso e, em seguida, liberado após o pagamento da fiança. O caso foi registrado como posse de arma, ato infracional de resistência e preconceito de raça. O boletim de ocorrência narra que a localização do adolescente aconteceu após a chegada de um relatório de uma agência da embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A Polícia Civil de São Paulo identificou o alvo com os dados cadastrais da rede e número telefônico e, na sequência, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém utilizou as informações para localizar o menor e o perfil dele nas redes sociais. Conforme o boletim, o menor já apresentava um comportamento incomum na escola e nas redes sociais. Também foi apurado que havia registro de ocorrências de violência doméstica, o que aponta um convívio familiar desestruturado. Porém, como nas conversas encontradas o investigado mencionou uma arma de fogo, os policiais apuraram se o pai dele, que possui 47 anos, tinha registro e nada constou nos sistemas. Por isso, os agentes solicitaram um mandado de busca e apreensão domiciliar, dada a gravidade da denúncia de um possível massacre em uma escola. Quando foram cumprir o mandado, os investigadores encontraram pai e filho no local. O responsável negou à polícia que mantinha uma arma em casa, enquanto o adolescente mostrou os objetos ligados ao nazismo. Também confirmou que o perfil encontrado pelos agentes era dele. Questionado sobre conversas nas redes referentes a supremacia branca, antissemitismo, racismo, misoginia e possíveis ataques em escolas, o adolescente negou e disse à equipe policial que deveria provar sua relação com isso. Na sequência, uma busca foi realizada no quarto do jovem e os policiais encontraram botas e um chapéu com referência ao exército soviético. Além disso, também havia um pequeno altar com referências ao líder nazista Adolf Hitler, que é estimado de ter sido responsável por até 12 milhões de mortes. Foram apreendidas ainda bandeiras e uma arma de fogo, que aparentemente era inoperante. A equipe também encontrou um capacete com símbolo da suástica e máscara com desenho de caveira, os mesmos objetos que ele utilizava na foto publicada nas redes sociais. Nesse momento, segundo os policiais, o adolescente começou a mudar de comportamento, adotando uma conduta agressiva e xingando um agente de ‘preto nojento’ e afirmando que ele ‘deveria morrer’. Enquanto o investigado cometia tais crimes, também se projetava para começar um confronto com o oficial, por isso foi algemado. O pai do adolescente começou a questionar a conduta dos policiais, também se exaltando e questionando a veracidade do mandado de busca. Depois de uma conversa, o homem acabou indicando a localização da arma de fogo, mas garantiu que era legal e devidamente documentada. Em uma estante, a polícia encontrou uma arma carregada e pronta para uso. Ela estava trancada, porém a chave era de fácil acesso. Ao lado do armamento, também foi apreendido um soco-inglês com uma faca acoplada, que o pai citou ter visto e retirado da posse do adolescente há uns dias. Questionado sobre as ações do filho, o homem disse que os livros de conteúdo nazista foram dados por uma ex-madrasta "por curiosidade". Também negou ter conhecimento das conversas no celular do adolescente e que nunca tinha percebido a adoração dele do nazismo. O caso foi registado na DIG de Itanhaém. As autoridades policiais prosseguirão com as investigações, pois o menor estaria ligado a grupo nazista com integrantes nas regiões Norte, Sul e Sudeste do Brasil.