<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.447117" attr-version="policy:1.447117:1736540909" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.447117/Projeto Canva - 2025-01-10T172827.050.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">O pai foi preso e levado até a CPJ de Praia Grande (Alexsander Ferraz/ AT)</span></p> <p paraeid="{61f779d0-2925-40b0-ae4e-645eac2f4006}{121}" paraid="843105128" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Um pai, de 48 anos, procurado pela Justiça pela acusação de matar o filho de 3 meses por overdose de cocaína em Campinas, junto com a mãe da criança, foi preso no bair</span>ro Mirim, em Praia Grande, por volta das 16h desta quinta-feira (9). Horas antes, a mãe do bebê, de 35 anos, <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/m-e-acusada-de-matar-filho-de-3-meses-com-overdose-de-cocaina-na-mamadeira-e-presa-apos-parto-em-praia-grande-1.447103">foi detida após trabalho de parto</a> no Hospital Irmã Dulce. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{880a8056-4272-431e-b3be-202b6430fa79}{119}" paraid="1827543348" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> teve acesso aos boletins de ocorrência do caso e ao processo. Neles consta que, durante patrulhamento, os policiais militares viram dois homens, sendo que um deles apresentou atitude suspeita </span>ao ocultar o rosto com o capuz da roupa do abrigo onde estava. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{880a8056-4272-431e-b3be-202b6430fa79}{145}" paraid="1722096832" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Foi solicitado, então, apoio e </span>os policiais realizaram a abordagem dos indivíduos. A pesquisa feita via Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom) revelou que o homem que ocultava o rosto com o capuz era procurado pela Justiça. Ele foi preso e encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) algemado, devido ao receio de fuga. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3d30eab4-4e82-4b50-8536-7ac38390c490}{198}" paraid="1418476919" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O crime</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A morte da criança aconteceu em 10 de maio de 2024, em Campinas, interior de São Paulo. Conforme o primeiro boletim de ocorrência, a mãe amamentou o bebê por volta das 5h e o colocou para dormir, na posição lateral. </span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3d30eab4-4e82-4b50-8536-7ac38390c490}{216}" paraid="1371718248" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na sequência, a mulher foi cuidar da outra filha, de 1 ano e 3 meses. Após trocar a roupa da criança mais velha, a mãe foi ver novamente o filho mais novo, para verificar </span>e também trocar suas roupas. Mas, segundo ela, a testa do bebê estava com uma marca roxa e havia sangue saindo pelas narinas. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3d30eab4-4e82-4b50-8536-7ac38390c490}{228}" paraid="975341346" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O pai, que também estava em casa, percebeu o ocorrido e correu para a rua gritando por socorro. Um morador da área que passava de carro tentou ajudar, levando o casal e o bebê até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). </span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3d30eab4-4e82-4b50-8536-7ac38390c490}{240}" paraid="493540071" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Nela, o médico plantonista atestou que a criança já estava sem vida e em rigidez cadavérica, com coágulos de sangue saindo pelas narinas. Por conta disso, foi solicitado o exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML).</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3d30eab4-4e82-4b50-8536-7ac38390c490}{252}" paraid="735307887" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O caso foi registrado como morte suspeita no 8° Distrito Policial (DP) de Campinas. Foram realizados exame do IML, interrogatórios e investigações. </span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{7b316ed8-f000-4bdc-8560-4519cf6cfdfd}{9}" paraid="1280539955" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Com base no exame, foi concluído que o bebê morreu por overdose de cocaína e derivados. O exame toxicológico tinha sido solicitado, pois a mãe era usuária de crack. </span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{7b316ed8-f000-4bdc-8560-4519cf6cfdfd}{21}" paraid="1283139727" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O casal foi denunciado no Ministério Público (MP). Os dois tiveram a prisão preventiva decretada em 16 de dezembro de 2024 e estavam foragidos desde então. </span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{c4288dce-40cd-41d1-b3b2-f31fc53fae37}{42}" paraid="39799594" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Depoimento</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Em declaração </span>à Polícia Civil, o pai disse que estava em casa quando viu a companheira desesperada chamando. Ele se deparou com o filho no colo da mãe com a testa roxa, o corpo frio e sangue no nariz. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{04e2541f-4261-4eb1-b6b1-338f2030353c}{188}" paraid="1800879632" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O homem relatou que, imediatamente, pegou o bebê </span>e saiu para rua pedindo socorro. Um morador os levou para a UPA, porém logo foi constatado a morte da criança. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{601b6839-2fbb-4738-be07-3443f33a9a06}{12}" paraid="1350132669" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ainda no depoimento, o pai disse que é usuário de maconha e que não utiliza cocaína. Contou também que sua companheira era usuária de cocaína, </span>porém parou de utilizar a droga há cerca de dois anos, quando engravidou da outra filha. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{b69dcbd3-458c-4586-a59d-0e437425ec77}{165}" paraid="504253594" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Quando questionado sobre a constatação de drogas no corpo do bebê, o pai não soube explicar, mas comentou que acredita que, mesmo tendo se passado dois anos, poderia haver alguma substância do tipo no corpo da mãe.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{7bca9292-1756-49d7-9763-3d680264daee}{35}" paraid="82891584" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span> homem acrescentou que a mulher nunca amamentou o filho com leite materno, só com o de caixinha, já que, segundo ele, ela pegou covid-19. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{7b316ed8-f000-4bdc-8560-4519cf6cfdfd}{111}" paraid="1239001730" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A defesa</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> entrou em contato com a Defensoria Pública, que representa a mãe e o pai, </span>porém o órgão disse que, como de praxe em casos criminais, reserva-se "os direitos de fazer manifestações apenas nos autos do processo".</p> </div>