Mulher que executou idoso em Mongaguá é presa pela Polícia Civil; comparsa segue foragido

Cibele Souza da Silva mantinha um relacionamento amoroso com o idoso, de 76 anos, e praticou crime de latrocínio

A Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (16), uma mulher de 25 anos envolvida no latrocínio de um idoso em Mongaguá. Ela praticou o crime ao lado do companheiro, de 24 anos, que está foragido. O casal teve prisão decretada pela Justiça na semana passada, ocasião na qual foi expedida ordens de captura após indícios de participação dos acusados no crime.

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Cibele Souza da Silva é acusada de praticar o latrocínio no último dia 6, no bairro Balneário Plataforma II. Ao lado do comparsa, Nilton de Morais Melo, eles entraram na residência do idoso, de 76 anos, para roubar pertences do local. De forma cruel, a vítima teve boca e mãos amarradas e foi encontrada com diversos hematomas no rosto e nos braços. A mulher e o idoso tiveram um relacionamento amoroso.

A autora do crime foi presa na própria residência, no bairro Itaguaí, e encaminhada para a Cadeia Pública Feminina de São Vicente. As investigações seguem em busca de Nilton, de 24 anos. Quem tiver informações sobre o suspeito pode ligar anonimamente para o DIsque Denúncia, no 181.

O caso

Eurico João de Souza Filho era viúvo e foi morto na casa onde residia sozinho, na Avenida Dr. José Munhoz Bonilha, no Balneário Plataforma II. No início da tarde de terça-feira da semana passada (6), um vizinho estranhou o fato de Eurico não atender às suas ligações telefônicas e resolveu ir à casa do aposentado para verificar o que ocorria. A testemunha se deparou com o portão aberto e as luzes acesas.

A equipe do investigador Alexandre dos Santos obteve imagens da câmera de uma empresa situada nas imediações da casa da vítima. A gravação mostra um homem parecido com Nilton passar pelo local à 0h51 do último dia 6. Às 6h25, ele reaparece na filmagem, mas desta vez com uma mulher com características semelhantes às de Cibele. Procurados em suas casas, os suspeitos não foram encontrados.

O pai de Nilton depôs na Delegacia de Mongaguá. Ele disse que o filho lhe confidenciou durante conversa ter entrado em uma casa na Avenida Dr. José Munhoz Bonilha para roubar, após uma “pessoa” lhe informar sobre a existência de um cofre com R$ 30 mil no local. Porém, o acusado teria alegado que não achou o dinheiro e foi embora do imóvel deixando o morador amarrado, sem saber se ele estava vivo ou morto.

De modo informal, a mãe de Cibele contou aos policiais que a filha teve relacionamento amoroso com o aposentado e, após o rompimento, continuou a frequentar a casa dele para realizar faxina. A mulher não soube informar o paradeiro da jovem, justificando que ela costuma ficar vários dias fora de casa sem dar notícias, pois é viciada em drogas. Os policiais também apuram o suposto envolvimento de Nilton com o tráfico.

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