Mãe de ex-aluno encarou professora e deu um soco no rosta dela em um dos entornos da unidade (Reprodução) A professora agredida pela mãe de um ex-aluno da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Pacífico, em São Vicente, no litoral de São Paulo, na última segunda-feira (30), já vinha sofrendo ameaças da agressora desde o dia 10 de setembro, pelo menos. Nesses 20 dias, a vítima registrou dois boletins de ocorrência por ameaça contra a mulher na Polícia Civil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em um dos episódios, a mulher teria ameaçado bater na professora durante uma aula por causa de uma mensagem não respondida. Já em outra ocasião, a suspeita teria esbarrado na vítima de propósito. No início desta semana, a mãe do ex-aluno deu um soco no rosto da educadora. O caso aconteceu entre a Rua Anadir Dias de Carvalho e Avenida Salgado Filho, no Bairro Jóquei Clube, no entorno da instituição de ensino. A Tribuna teve acesso às imagens que mostram a agressão. Era por volta de 12h30, horário de saída dos estudantes. Segundo a Prefeitura de São Vicente, a equipe da Guarda Civil Municipal que atendeu a ocorrência constatou, também, que alguns veículos estacionados haviam sido vandalizados. Segundo uma testemunha que preferiu não ser identificada, a mãe do ex-aluno teria vandalizado mais de um dos veículos por confundir qual seria o carro da professora. A agressão ocorreu, justamente, quando a vítima foi verificar o que tinha acontecido com o automóvel. A mãe do ex-aluno veio por trás do carro e deu o soco no rosto da vítima. O caso foi encaminhado ao 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente. A Secretaria de Educação de São Vicente (Seduc) disse que está apurando os fatos e prestando todo apoio à professora agredida. A Prefeitura informou, ainda, que "não concorda e não aceita qualquer ato de violência para com os professores e demais servidores públicos, repudiando todo e qualquer ato de violência e reafirmando seu apoio para com a profissional agredida”. Repetidas ameaças Boletins de ocorrência obtidos por A Tribuna mostram que a vítima vinha sofrendo repetidas ameaças da mãe do ex-aluno há pelo menos 20 dias. O motivo da perseguição ainda não foi esclarecido pela suspeita. Confira, abaixo, a linha do tempo das queixas prestadas pela professora contra a mulher suspeita de agredi-la. 10 de setembro: a professora registrou uma queixa na delegacia eletrônica por ameaça. No boletim, ela relata que estava ministrando uma aula quando uma mãe foi até a escola e, além de tê-la ofendido verbalmente, tentou agredi-la. O motivo do ataque era o fato da educadora não ter respondido uma mensagem no Whatsapp. A agressora teria dito, ainda, que ia matar a professora. 25 de setembro: a segunda queixa registrada pela professora relata que a educadora estava recebendo os alunos na entrada da escola quando a mãe do ex-aluno começou a xingá-la com palavras de baixo calão na frente dos demais alunos, que são crianças por volta dos cinco anos de idade. Nesta ocasião, a suspeita ainda teria esbarrado no braço dela como uma forma da provocá-la. Segundo a mãe de um aluno da escola, que preferiu não se identificar, foi nesta data que o filho da agressora foi transferido da escola. “A mãe começou com picuinha a professora. Aí chegou uma hora em que as diretoras fizeram uma reunião e tentaram resolver o que aconteceu. A criança ia para a escola, ela (mãe) a deixava na porta da escola e as funcionárias colocavam a criança para dentro, para que ela (mãe) não entrasse na escola, pois ela queria agredir a professora, e ameaçava sempre”, contou. 30 de setembro: cinco dias após a discussão na entrada da escola, a professora foi agredida com um soco no rosto pela mãe do ex-aluno. A mulher ainda teria usado tinta spray para vandalizar carros estacionados próximo à escola. Segundo testemunhas, a mãe teria dito que a professora fez ela transferir a criança e que iria acabar com a vida dela.