Karina Gonçalves foi assassinada a facadas por Eduardo, que não aceitou o fim do relacionamento. O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (26) (Reprodução/ Redes sociais) Quando engatou um relacionamento com Eduardo, de 36 anos, há cerca de cinco anos, a vendedora Karina Conceição Gonçalves, de 40, jamais teria imaginado que selava o seu trágico destino. Ela conheceu o homem que tirou a sua vida de forma brutal durante uma ‘saidinha’ do sistema prisional. Com extensa ficha criminal e apontado como violento pela Polícia, o assassino teve o benefício concedido pela Justiça na época. Mãe de cinco filhas, Karina foi morta a golpes de faca pelo então companheiro na madrugada de quinta-feira (26), dentro de casa, em São Vicente. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ao que tudo indica, eles estavam juntos há quatro ou cinco anos, mas brigavam constantemente. Ele era uma pessoa muito violenta, com diversas passagens pelo sistema prisional, inclusive eles se conheceram durante uma ‘saidinha’, o benefício concedido pela Justiça”, afirmou em entrevista para a TV Tribuna o delegado Rogério Nunes Pezzuol. Karina foi assassinada com diversos golpes de faca pelo então companheiro identificado apenas como Eduardo, na frente de duas filhas, de 5 e 16 anos, em seu apartamento no Conjunto Habitacional Tancredo Neves, no bairro Cidade Náutica, em São Vicente. Eduardo não teria aceitado o fim do relacionamento após Karina pedir a separação do casal, o que levou a uma discussão e, consequentemente, ao crime. De acordo com Pezzuol, Karina foi golpeada na região do “pescoço, da cabeça e na parte de trás. Ela não teve chance nenhuma de defesa. Uma cena muito triste em um dia que deveria ser de comemoração, inclusive na casa, com árvore de Natal, ceia, e acontece uma monstruosidade dessa”. A mãe da vítima foi chamada para apartar a briga do casal, mas quando chegou ao imóvel já encontrou a filha gravemente ferida e foi ameaçada de morte com a mesma faca do crime pelo então genro. Com a chegada dos policiais, Eduardo tentou se matar, cortando o pescoço, mas foi impedido. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe atestou o óbito de Karina no local e levou o agressor para o Hospital do Vicentino, onde ele permanece internado em coma induzido, mas sem risco de morte, e sob escolta policial. Segundo Pezzuol, o agressor é “extremamente violento”. Ele disse que o assassino “tem várias passagens, bastante por roubo, sempre crimes violentos. A pena por feminicídio é a maior do Código Penal brasileiro (varia entre 20 e 40 anos de reclusão) e ele incorreu em várias majorantes, então a gente acredita que ele vai ficar muito tempo preso”. SSP A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a faca utilizada no crime foi apreendida e o caso foi registrado como ameaça e homicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Ainda conforme a SSP, Eduardo foi preso em flagrante e, assim que receber alta médica, será encaminhado ao sistema prisional. O delegado solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. A Polícia aguarda decisão judicial.