Na época do crime, Gislayne tinha apenas 6 anos e a família nunca desistiu da prisão do criminoso (Reprodução/Globoplay) A escrivã Gislayne Silva de Deus, de 36 anos, participou de uma operação policial que prendeu o assassino de seu próprio pai, morto há 25 anos. O criminoso, agora com 60 anos, foi detido nesta quarta-feira (25) e, na quinta, passou por audiência de custódia em Boa Vista, no estado de Roraima. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Tudo começou em fevereiro de 1999, quando o pai de Gislayne, Givaldo José Vicente de Deus, estava em um bar no bairro Asa Branca, em Boa Vista, e se envolveu em uma confusão que resultou em uma briga com Raimundo Alves Gomes por uma dívida de R\$ 150. O agressor atirou contra Givaldo e, em seguida, chegou a levá-lo ao hospital antes de fugir. Givaldo não resistiu e morreu, deixando Gislayne e suas irmãs órfãs. Na época, ela tinha apenas 9 anos. Aos 18 anos, Gislayne ingressou na faculdade de Direito, formando-se sete anos depois. Em entrevista ao g1, ela disse que, até então, nem havia pensado em entrar para a polícia, mas decidiu prestar o concurso e foi aprovada. Em 2022, já atuando como policial penal em uma cadeia local, Gislayne revelou que sempre esperava o momento em que veria o assassino de seu pai preso. No ano seguinte, ela foi aprovada em outro concurso público, desta vez para a Polícia Civil, e no dia 19 de julho deste ano assumiu o cargo de escrivã. Gislayne solicitou trabalhar na Delegacia Geral de Homicídios (DGH), com o objetivo claro de encontrar o assassino de seu pai. Ele havia sido julgado e condenado a 12 anos de prisão em 2013, mas estava foragido desde 2016, quando o primeiro mandado de prisão foi expedido. A policial conseguiu reunir informações sobre o paradeiro do criminoso e localizou o último mandado de prisão, expedido em 2019 pela Justiça de Roraima. Raimundo foi preso na noite da última quarta-feira (25), em uma área de chácaras no bairro Nova Cidade, em Boa Vista. Para Gislayne e sua família, mesmo depois de tantos anos, a sensação é de alívio. "Isso não vai trazer nosso pai de volta, mas ele vai cumprir a pena que deveria ter cumprido há muitos anos", disse.