Mulher foi agredida por um policial militar enquanto estava em surto em um prédio de São Vicente (Reprodução) Uma mulher de 30 anos, em surto psicótico, foi agredida com um soco e com um chute por um policial militar ao ser contida em um prédio no Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, na madrugada de quinta-feira (19). Segundo uma testemunha, que preferiu não ser identificada, a moradora ficou desfigurada e sangrando. O caso está sendo apurado pela Polícia Militar (PM). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As agressões aconteceram em um edifício localizado na Rua Amador Bueno da Ribeira, por volta das 3h. De acordo com a testemunha, vizinhos acionaram a PM após a mulher entrar em surto psicótico. Os agentes foram até o local para averiguar a situação. Durante a abordagem, um dos policiais teria sido alvo de um tapa da moradora e, em resposta, desferiu um soco no rosto dela. “A mulher caiu no chão com o rosto desfigurado e sangrando. O policial não prestou socorro imediato e, segundos depois, desferiu um chute no rosto dela enquanto ainda estava caída. Minutos depois, os policiais ligaram as câmeras corporais para registrar a ação. Após o ocorrido, mais agentes chegaram e a mulher foi levada por uma ambulância. Não foi possível fazer imagens com mais detalhes, pois os policiais intimidavam os moradores que filmavam”, relata a testemunha. Ainda segundo o relato, havia marcas de sangue no corredor e nas paredes. “O policial que agrediu a mulher sequer demonstrou arrependimento, evidenciando frieza”. Socorro A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender à ocorrência. Ao chegarem ao local, os profissionais da saúde encontraram a mulher com ferimento corto-contuso na cabeça. Após os primeiros atendimentos, ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro (PS) Central. Apuração Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a PM apura todas as circunstâncias do caso. “Os policiais que atenderam à ocorrência portavam câmeras operacionais portáteis (COPs), e as imagens serão analisadas. A instituição não compactua com excessos ou desvios de conduta, punindo com rigor todos os casos do tipo”.