O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos (Alexsander Ferraz/ AT) Uma mulher de 34 anos foi vítima de extorsão mediante sequestro em Santos, após uma cobrança de dívida que, segundo relato do companheiro, teria aumentado de valor. O caso foi registrado na noite de segunda-feira (16) na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, o companheiro da vítima, um homem de 28 anos, conheceu a mulher há cerca de dois anos por meio de um aplicativo de relacionamento, quando ela trabalhava como garota de programa. Desde então, os dois mantêm um relacionamento. A mulher é mãe de uma criança de 3 anos. Ainda segundo o documento policial, o homem passou a ajudar a companheira financeiramente de forma espontânea cerca de três meses após o início do relacionamento. Em determinado momento, ela teria contraído uma dívida com uma conhecida, ao pegar dinheiro emprestado para evitar ser despejada do imóvel onde morava com três irmãos e o filho. O homem afirmou que não tinha conhecimento inicial de toda a dívida. Em janeiro, ele pagou R\$ 7 mil diretamente à credora, acreditando que o valor quitava o débito. Na semana passada, ao ser informado sobre a situação completa da despesa, o companheiro disse que, junto com uma tia, arcou com o pagamento do saldo pendente. No entanto, na tarde de domingo (15), por volta das 16h, a mãe da vítima entrou em contato informando que a filha havia sido sequestrada e que um agiota estaria cobrando mais dinheiro, alegando a existência de juros. A mulher chegou a fazer uma chamada de vídeo com a filha, na qual ela aparecia ao lado do suposto cobrador, em local desconhecido. Na sequência, o companheiro passou a receber mensagens enviadas do celular da mulher. Em uma delas, o autor afirmou que a dívida não era de R\$ 7 mil, mas de R\$ 10 mil, e exigiu o pagamento do restante do dinheiro. O cobrador também teria dito que não se importava com possíveis divergências entre a vítima e a pessoa que emprestou o dinheiro, afirmando que “só queria o dinheiro”. Ameaças As ameaças se intensificaram com a exigência de mais R\$ 3 mil. Em mensagens, o criminoso afirmou que a mulher só seria liberada após o pagamento total da dívida, ameaçando mantê-la em cativeiro até o mês de abril. Também houve intimidações de agressão física e de represálias caso a polícia fosse acionada. “Se não pagar, ela fica aqui. Você tem duas horas. Se passar das 22 horas, vou machucar ela”, dizia em trecho das mensagens registradas no boletim de ocorrência. O homem afirmou ainda que não conhece o credor, nem os demais envolvidos na cobrança. O caso foi registrado como extorsão mediante sequestro e encaminhado ao distrito policial responsável pela área para investigação. Até o momento, ninguém foi preso. A Tribuna entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), para mais informações, e aguarda um posicionamento.