Uma ex-mulher do homem entrou em contato com a companheira para relatar o que ela poderia passar (Arquivo pessoal) Uma mulher, de 42 anos, moradora de Praia Grande, que não quis se identificar por motivos de segurança, entrou em contato com A Tribuna para relatar um caso de estelionato amoroso que sofreu de seu ex-companheiro, de 33 anos. A vítima já registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil por estelionato. Segundo ela, após ter se relacionado com o homem, ficou com o nome sujo e uma dívida em torno de R\$ 7 mil. Ele rebate as acusações. (Veja a versão do suspeito mais abaixo). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a versão da mulher, ela conheceu o homem em um site de relacionamento e, em agosto de 2022, estava saindo de outro relacionamento e só queria conversar. Ela destaca que ele também dizia estar terminando um caso com sua ex, que morava em São Paulo. O suspeito dizia que morava no mesmo bairro do que ela, que trabalhava em um posto de gasolina e que estudava. Em 24 de dezembro de 2022, a mulher contou que eles decidiram marcar um encontro. Ela diz que o homem foi até sua casa, os dois tiveram uma relação sexual e ele pediu para dormir com ela, mas a mulher não permitiu. Conforme relato da mulher, logo depois, o homem desapareceu de sua vida. Em janeiro de 2023, a mulher decidiu olhar o Facebook dele e viu que o homem havia reatado com sua ex-companheira. Em seguida, ela o bloqueou em todas as redes sociais para não ter mais contato. No entanto, conforme relatado pela mulher, ele deu um jeito de chamá-la pelo Messenger, se desculpou e passou a pedir uma chance. O tempo passou e, em meados de março de 2023, eles reataram o relacionamento. Desde o início da relação, ele pedia para que a mulher o deixasse ir à sua casa à noite, prometendo que poderia ajudá-la. Após seis meses, a mulher conversou com os filhos, que concordaram em deixar o homem morar em sua casa. "Ele me mandava indiretas dizendo que queria um celular novo, roupas, videogame, e eu brinquei dizendo que não iria sustentá-lo.", conta. Certo dia, uma mulher entrou em contato com ela por uma rede social, dizendo que ele não tinha uma mulher só e que era para ela tomar cuidado. "Na época, achei que fosse recalque e não dei ouvidos. Pelo contrário: ameacei processá-la. Ela insistiu, procurando meus amigos e meu filho. Ninguém falou com ela. Conversei com ele sobre isso, que me disse que ela era maluca. Ele me seduzia, era um príncipe". É possível ver esta mensagem em uma imagem obtida por A Tribuna. Segundo a versão da vítima, ela tinha um trabalho fixo e, de vez em quando, conseguia uma renda extra em outros trabalhos para manter os recursos dentro de casa. "Até a pensão do filho dele eu pagava, quando descobri que ele me traía com outras mulheres. Enquanto eu me preocupava com a minha saúde, ele fazia coleção de vítimas e explorava mulheres mais velhas que ele, em troca de presentes, caronas de carro e dinheiro, enganando todas com promessas de separação e amor eterno", contou. A mulher diz que não foi somente a traição que a abalou. As dívidas que o homem fez em seus cartões de crédito, com promessas de ajudá-la a pagar, não foram cumpridas. "Ele me deixou até sem comida dentro do armário. Eu não tinha para quem pedir e nem para onde correr. Foi muito doloroso saber que vivi com um homem que eu achava ser meu príncipe e que ele me traiu dessa forma. Meus filhos ficaram tristes, minha família e amigos se revoltaram", reclamou. No relato, ela conta que descobriu diversas mulheres com quem o companheiro se relacionava, mas uma das amantes dele virou sua amiga. "A primeira amante que descobri me disse que também foi extorquida no valor de R\$ 1.500,00. Eu até encontrei fotos de uma mulher, que deve ter uns 70 anos, e que ele diz ter conhecido aleatoriamente na rua." Em uma das conversas obtidas por A Tribuna, a mulher questiona o suspeito e pergunta o que ele sentia quando a estava traindo. O homem responde que a mulher com quem ele se relacionou havia prometido um emprego para ele. No boletim de ocorrência registrado pela mulher, ela afirmou ter visto mensagens e telefonemas de mulheres mais velhas no celular dele, em que o homem tentava extorquir as pessoas. Ela relatou para A Tribuna que, atualmente, seu nome está sujo e sua dívida gira em torno de R\$ 7 mil. Ainda conforme a mulher, ela pediu que o homem saísse de sua casa no dia 7 de novembro. Versão do ex-companheiro A Reportagem entrou em contato com o homem acusado de estelionato amoroso. O suspeito disse que a única vez em que utilizou o cartão da mulher foi por conta de um jogo que comprou no valor de R\$ 80,00, pois estava cadastrado em seu videogame. Questionado se ele realmente recebia e pegava dinheiro da companheira, ele destacou que sempre trabalhou e que ela nunca lhe deu dinheiro. Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo A Tribuna entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), que, por meio de nota, informou que o caso foi registrado como estelionato na Delegacia Eletrônica. A pasta destacou que a vítima foi orientada quanto ao prazo para oferecer a representação criminal, necessário de acordo com a lei, por se tratar de crime de ação penal condicionada. Por fim, disseram que a autoridade policial segue à disposição.