[[legacy_image_194197]] Na última quinta-feira (21), uma mulher foi encontrada morta na Rua Ciro Alves, próximo ao número 371, no bairro Enseada, em Guarujá. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A vítima era Cíntia Oliveira, de 40 anos, que estava em situação de rua por conta do vício em drogas. A família dela procurou a Reportagem de A Tribuna e afirma que entrará com uma ação para que o corpo seja exumado. Segundo a mãe de Cíntia, Lindalva Maria de Oliveira, de 60 anos, o laudo da perícia indicou que a causa da morte seria um enfisema pulmonar. Entretanto, ela alega que a filha estava com perfurações pelo corpo. “A primeira informação que tivemos foi que a encontraram esfaqueada. Logo depois, disseram outra versão, alegando, que ela caiu de um prédio. Mas, temos as filmagens. Ela estava na parte de baixo do prédio abandonado e estava zonza”, relata. Lindalva explicou que Cíntia lutou contra o vício durante a vida inteira. Porém ficou em situação de rua nos últimos três anos. “Ela sempre usou drogas, mas era uma pessoa controlada. Teve uma casa, mas vendeu. Tinha família, marido e três filhos. Um de 25, uma menina de 11 e outra de 14. Tinha até dois netos”, lamenta. A revolta da família surgiu após o legista comentar que o corpo não tinha sinais de facadas. “Minha irmã foi ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande e ele (o legista) falou que não tinha perfuração de faca. Como não tem? Tem sim”, afirmou. “No velório, vimos o corte. Temos fotos. E, por isso, procuramos um advogado que irá nos ajudar”. Ainda de acordo com a mãe, tem alguma coisa errada na morte de Cínthia. “Algo aconteceu dentro do prédio em que ela saiu. Porque estava cambaleando? Tinham dois rapazes pegando uma bicicleta. Isso tem que ser investigado”, diz. Ainda de acordo com Lindalva, Cíntia ficou internada em uma clínica de reabilitação em São Paulo. Porém em janeiro deste ano saiu e, após três dias, retornou às ruas. “O marido maltratava a filha e esse foi um dos motivos dela ter se afundado”. Mesmo em situação de rua, a filha sempre esteve em contato. Retornava para comer, tomar banho e lavar as roupas. “Só que há três meses que ela não dava notícia. Eu ficava sabendo dela pelas outras pessoas que a viam e tiravam foto’, comenta a aposentada Com esperança de justiça, a mãe conta que irá tomar as providências legais para que o caso seja esclarecido. “Eu vou até o fim agora. Quero saber quem foi que fez isso com a minha filha. Acredito na primeira versão. Ela foi esfaqueada e isso é óbvio”, conclui.