Criança ficou com vários machucados após ser arrastada pelo chão da escola (Arquivo Pessoal) Uma mãe, que não quis se identificar, alega que o filho de 6 anos foi agredido ao ser arrastado pelo chão dentro do Núcleo de Educação Integral Vila Nova (programa da Escola Total, que é uma extensão da UME José Bonifácio), em Santos, no último dia 28 de maio. Na data, a criança chegou em casa relatando que sentia fortes dores nas costas. Ao levantar a blusa do menino, ela percebeu que ele estava todo arranhado, com hematomas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Me surpreendi com o tamanho da brutalidade. Perguntei para o meu filho quem tinha feito, se a professora viu, qual foi a atitude dela diante a situação. Infelizmente a única atitude da educadora foi fazer uma intercorrência a qual os fatos não são verdadeiros”, diz a mãe. Segundo ela, a professora teria dito que o filho tinha mexido na lancheira do colega de sala e batido nele. “Quem conhece meu filho sabe que ele não é uma criança de agredir ninguém, o fato dele ter mexido na lancheira do colega não justifica a tamanha brutalidade”. No dia 29 de maio, a mãe foi até a reunião de pais na Unidade Municipal de Educação (UME) José Bonifácio, já que ela achava que as agressões tinham acontecido lá, até porque o Núcleo de Educação Integral Vila Nova é uma unidade de extensão. Porém, a professora não soube explicar o que aconteceu, pois não foi registrado nenhuma intercorrência em relação as agressões na escola José Bonifácio. Depois, ela foi até a delegacia com o filho, relatou o ocorrido e disse que a escola não sabia o que havia acontecido. Apesar disso, os policiais disseram que ela não conseguiria fazer o boletim de ocorrência (BO) com os fatos apresentados. Os agentes a recomendaram retornar na escola e cobrar uma resposta. A mãe retornou novamente na UME José Bonifácio e foi até a sala da coordenadora, onde se apresentou e falou que gostaria de conversar para saber o que tinha acontecido. “A coordenadora falou que não estava sabendo de absolutamente nada e perguntou para o meu filho o que tinha acontecido", conta a mãe. A criança explicou que um menino o bateu porque ele estava olhando para a lancheira dele. A mãe também mostrou as marcas de arranhado a coordenadora. Mesmo com o relato, eles não conseguiram achar o culpado pelas agressões. No dia 3 de junho, a mãe foi até o Núcleo da Vila Nova para conversar com a coordenadora. Ela falou que a professora fez a intercorrência no dia 28 de maio, mas contou que não havia sido comunicada. “Todo o momento a coordenadora fez questão de falar que ficou sabendo que meu filho foi agredido porque eu tinha ido até a escola para saber do acontecido”, relembra a mãe. Segundo a mãe, a coordenadora pediu para ela assinar a intercorrência com a data do dia 28 de maio, porém, a mãe se negou pelo fato de não telefonarem para ela buscar o menino no dia da agressão. Além disso, ela reclamou que deixaram a criança o dia inteiro com as costas ardendo e isso a deixou indignada. Como resposta ao questionamento da mãe, a coordenadora disse que não telefonou para ela, pois não tinha acesso a ficha dos alunos com os dados pessoais. “Na agenda dele está três números para contato e não foi ligado para ninguém ir buscá-lo, precisei levar meu filho na UPA Central à noite, pois ele teve febre. Meu filho está fazendo uso de antibiótico e anti-inflamatório”. Por conta da situação, a mãe contou que agora está tomando providências cabíveis. Ela já foi na Defensoria Pública e está tentando registrar um boletim de ocorrência sobre o que aconteceu. Até agora, nem a mãe nem os funcionários das unidades escolares sabem quem foi o culpado pelas agressões. Prefeitura A Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), informou que ocorreu um desentendimento entre dois alunos no Núcleo de Educação Integral Vila Nova. A educadora responsável pela classe, no momento que aconteceu o conflito, realizou o registro da ocorrência, orientando os estudantes. Ainda, segundo a Seduc, a responsável por um dos alunos foi até o núcleo de educação integral e foi atendida pela coordenação do local. Ciente da situação, a supervisão de ensino, que está acompanhando o caso, acionou a equipe da Justiça Restaurativa da Seduc para que seja realizado um círculo restaurativo com todos os envolvidos. Os responsáveis pelos dois alunos serão chamados para o atendimento.