<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.447104" attr-version="policy:1.447104:1736533977" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.447104/Projeto Canva - 2025-01-10T153252.993.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">A mãe, procurada da Justiça, foi encontrada no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande (Alexsander Ferraz/ Arquivo AT)</span></p> <p paraeid="{a8083769-daba-4907-a379-9071af978cda}{121}" paraid="1825072872" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Uma</span> mãe, de 35 anos, procurada pela Justiça pela acusação de matar o filho de 3 meses por overdose de cocaína em Campinas, foi presa após parto no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, durante a tarde desta quinta-feira (9). Ela e o pai do bebê são investigados por terem colocado a droga na mamadeira do filho. </p> <p paraeid="{a8083769-daba-4907-a379-9071af978cda}{121}" paraid="1825072872" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{a8083769-daba-4907-a379-9071af978cda}{121}" paraid="1825072872" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> teve acesso aos</span> boletins de ocorrência do caso e ao processo. A mãe estava internada no hospital de Praia Grande após o parto, teve alta e foi conduzida à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade, pois havia um mandado de prisão preventiva em seu desfavor. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1ed8ede6-6ca9-4bd5-84b0-528402160482}{244}" paraid="1389335221" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O crime</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A morte da criança aconteceu em 10 de maio de 2024</span>, em Campinas, interior de São Paulo. Conforme o primeiro boletim de ocorrência, a mãe informou que amamentou o bebê por volta das 5h e, depois disso, colocou o bebê para dormir na cama, em posição lateral. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{04e27d61-3a04-497c-9f5d-37cd2c02f0d4}{165}" paraid="795279337" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na sequência, a mulher foi</span> cuidar da outra filha, de 1 ano e 3 meses. Após trocar a roupa da criança mais velha, a mãe foi ver novamente o filho mais novo, para verificar e também trocar suas roupas. Mas, segundo ela, a testa do bebê estava com uma marca roxa e havia sangue saindo pelas narinas. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{be0d543f-155d-48f0-8c48-9435ac21ed8d}{68}" paraid="897405086" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O pai,</span> que também estava em casa, percebeu o ocorrido e correu para a rua gritando por socorro. Um morador da área que passava de carro tentou ajudar, levando o casal e o bebê até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1f9b435d-2662-408c-ac42-9fcd7a012ffb}{6}" paraid="1650613179" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Nela,</span> o médico plantonista atestou que a criança já estava sem vida e em rigidez cadavérica, com coágulos de sangue saindo pelas narinas. Por conta disso, foi solicitado o exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML). </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{6eb2aab1-fcfb-47bc-a71d-1bf218ab27cf}{197}" paraid="2040877179" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O caso foi registrado como morte suspeita no 8° Distrito Policial (DP) de Campinas. </span><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Foram realizados </span>exame do IML, interrogatórios e investigações. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{591cf200-f277-4b81-bc7b-e518ebb49079}{11}" paraid="39883772" xml:lang="PT-BR">Com base no exame, foi concluído que o bebê morreu por overdose de cocaína e derivados. O exame toxicológico tinha sido solicitado, pois a mãe era usuária de crack. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{96311f38-9100-4b26-8240-5ce40d30fb86}{189}" paraid="2042156131" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span> casal foi denunciado no Ministério Público (MP). Os dois tiveram a prisão preventiva decretada em 16 de dezembro de 2024 e estavam foragidos desde então. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{a9f617b8-9edc-436e-85ea-4b6a8088f9b8}{217}" paraid="45840608" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Interr</span>ogatório </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">No interrogatório da Polícia Civil, a mãe, ao ser questionada sobre o uso de drogas, </span>informou que parou de utilizar maconha e cocaína antes de engravidar da outra filha, há aproximadamente dois anos. Ela não soube explicar o motivo da constatação da substância entorpecente no corpo do bebê. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3511d55a-b04b-4e2f-9616-abfb76a27fe2}{20}" paraid="1432715721" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A mãe afirmou ainda</span> que ninguém usa drogas em sua casa. Ela acrescentou que nunca amamentou o filho com leite materno, apenas deu mamadeiras com leite de caixinha. </p> <p paraeid="{3511d55a-b04b-4e2f-9616-abfb76a27fe2}{20}" paraid="1432715721" xml:lang="PT-BR"><strong>O que diz a SSP</strong><br /> A Secretaria da Segurança Pública (SSP) observou que policiais militares da Força Tática, em posse de informações sobre o mandado de prisão, foram até o Hospital Irmã Dulce, onde encontraram a mulher que havia acabado de receber alta.</p> <p paraeid="{3511d55a-b04b-4e2f-9616-abfb76a27fe2}{20}" paraid="1432715721" xml:lang="PT-BR">Na sequência, foi dada voz de prisão e a mulher foi conduzida à CPJ de Praia Grande, onde o caso foi registrado como captura de procurado.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5b29026a-7393-44f3-b22b-1028276b384f}{98}" paraid="2054216796" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>O que diz o hospital</strong><br /> <strong>A Tribuna</strong> entrou em </span>contato com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que gerencia o Hospital Irmã Dulce. A entidade disse que não tem autorização para passar informações do caso.</p> <p paraeid="{5b29026a-7393-44f3-b22b-1028276b384f}{98}" paraid="2054216796" xml:lang="PT-BR"><strong>A defesa</strong><br /> <strong>A Tribuna</strong> também entrou em contato com a Defensoria Pública, que representa a mãe, porém o órgão disse que, como de praxe em casos criminais, reserva-se "os direitos de fazer manifestações apenas nos autos do processo".</p> </div>