[[legacy_image_289535]] A Justiça Federal converteu em preventiva a prisão em flagrante dos supostos envolvidos no tiroteio que vitimou o delegado federal Thiago Selling Cunha, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O agente foi baleado na cabeça na terça-feira (15) durante uma operação no bairro Cachoeira. A audiência de custódia ocorreu na tarde de quarta-feira (16), na 5ª Vara Federal Criminal de Santos. Na decisão, o juiz Marcelo Castelo Branco Firmino da Silva pontuou que há indícios suficientes da autoria do crime. As duas prisões foram convertidas em preventivas. Um dos suspeitos não pôde comparecer à audiência, já que também foi baleado, no joelho, durante o confronto com a polícia. Segundo o Hospital Santo Amaro (HSA), ele foi transferido para a enfermaria da unidade de saúde, com quadro estável, e segue sob os cuidados da ortopedia. Troca de tiros em GuarujáSegundo apurado por A Tribuna, um policial federal que participou do mandado de busca e apreensão com Selling disse que, por volta de 8h30, a equipe viu a dupla com um objeto escondido na cintura. Os suspeitos teriam deixado o local em direção à avenida Tancredo Neves. Ao notarem a presença dos policiais, se esconderam em uma casa na esquina da avenida com a Viela São Jorge. Os policiais teriam ordenado que eles saíssem e explicassem a fuga. Ainda conforme o testemunho, os homens fizeram os disparos de dentro do imóvel. Um dos tiros atingiu o delegado Thiago Selling Cunha. Em resposta, os agentes reagiram, baleando no joelho. O homem não participou da audiência por estar hospitalizado. Após prestarem socorro ao delegado, os outros policiais entraram na casa e apreenderam as duas armas em posse dos suspeitos. Além disso, droga, rádios comunicadores, celulares e anotações com a suposta contabilidade do tráfico. Delegado federal é transferido para a CapitalSelling deixou o Hospital Santo Amaro, em um helicóptero da Polícia Militar (PM) ainda ontem. A aeronave foi posicionada na Praça Horácio Lafer, no Jardim Tejereba, que fica a menos de 1 km de distância da unidade de saúde. Uma ambulância transportou o agente até o embarque. Tanto a Polícia Federal, como o Ministério Público de São Paulo (MPSP) prestaram solidariedade ao delegado e à família, e repudiaram o ataque criminoso. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, postou nas redes sociais uma mensagem de apoio à investigação e pedindo "punição cabível aos autores, nos termos da Lei".