[[legacy_image_181046]] O Superior Tribunal de Justiça concedeu a suspensão do júri que estava marcado para a próxima quarta-feira (8), à ex-ginasta Ana Carolina da Silva, que também conseguiu ter a prisão preventiva revogada devido à decisão da Vara do Júri da Comarca de Santos. Ela é acusada de matar a filha recém-nascida ao jogá-la por um duto de lixo do prédio onde morava, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a advogada da defesa Letícia Giribelo, o júri provavelmente vai demorar muito para acontecer, pois existe a possibilidade do processo ser anulado desde a decisão de pronúncia. Ana deve deixar a penitenciária nas próximas horas de sexta-feira (3). Ohabeas corpus,com pedido de liminar, foi impetrado pelos advogados da defesa Letícia Giribelo Gomes do Nascimento e João Carlos Pereira Filho, pois eles acreditam que o Magistrado foi parcial em sua decisão. "O juiz precisa ter um cuidado especial na fundamentação da decisão de pronúncia. Ele não deve influenciar e contaminar os jurados, que por serem leigos, são facilmente influenciados . O magistrado fez um juízo de valor e acabou e exercendo um papel de 'acusador'", diz Letícia. A defesa, diz ainda, que os laudos médicos são unânimes quanto ao problema de saúde de Ana, reconhecendo o transtorno depressivo e a bipolaridade, o que influenciou no momento do parto, "acarretando uma psicose puerperal". Relembre o caso Ana Carolina Moraes da Silva é acusada de matar a filha recém-nascida ao jogá-la por um duto de lixo do 6° andar do prédio onde morava. O corpo da criança foi encontrado dentro de uma lixeira do prédio do casal. Ela estava enrolada em jornais e amarrado dentro deum saco de lixo, com um elástico de cabelo enrolado no pescoço. A causa da morte foi a queda do 6° andar, segundo o Instituto Médico Legal. Ana está presa desde 2018 na Penitenciária Feminina I de Tremembé, interior de São Paulo. Ela é acusada de homicídio triplamente qualificado por motivo de torpe, pois a investigação policial apontou que ela matou a criança por não querer criá-la.