Irmã de Igor Peretto prestou depoimento na DIG de Praia Grande na tarde desta segunda (2) (Carlos Abelha/TV Tribuna; Reprodução/Instagram e Thaís Rozo/TV Tribuna) A irmã do comerciante morto em apartamento de Praia Grande está “atordoada”, segundo o advogado responsável pela defesa dela. Marcelly Marlene Delfino Peretto era casada com Mário Vitorino da Silva, principal suspeito de ter matado Igor Peretto a facadas. No boletim de ocorrência, ela e o marido constam como investigados pelo homicídio, mas o advogado de defesa explica que ela prestou depoimento como testemunha. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ela foi ouvida na condição de testemunha, comparecendo espontaneamente, logo após os fatos e sem conhecimento das provas obtidas pela polícia. É evidente que ela está atordoada, pois, de um lado, a vítima fatal é seu irmão; e, por outro lado, o acusado é o seu marido, de quem estava recém-separada, porém alguém com quem possui forte dependência psicológica”, disse Leandro Weissmann, representante da defesa de Marcelly. Weissmann ainda ressaltou que a cliente se colocou à disposição da autoridade policial caso sejam necessários esclarecimentos complementares. Ela prestou depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande no início desta semana. Felipe Pires de Campos, advogado dela na ocasião, afirmou para A Tribuna que ela declarou que Igor foi morto pelo marido por causa de uma relação extraconjugal. Segundo Marcelly, ela e Mário não viviam mais juntos e ele estava “tendo um caso” com Rafaela Costa da Silva, casada com Igor e, portanto, cunhada de Marcelly, que desapareceu com Mário após o crime. A Justiça também expediu um mandado de prisão contra ela e a expectativa é que a foragida se apresente à Polícia nesta sexta-feira (6). "O Mário acabou esfaqueando o Igor, que, em tese, teria (...) coagido ou pressionado para que a Marcelly descesse junto, saísse do apartamento, para não ficar lá como testemunha", reiterou Campos, advogado de Marcelly no depoimento de segunda-feira (2). Igor Peretto ao lado da viúva e foragida Rafaela Costa Silva (Reprodução Instagram) Viúva deve se apresentar Rafaela Costa Silva, foragida pela morte do marido Igor Peretto, em Praia Grande, no último sábado (31), deve se apresentar para a polícia nesta sexta-feira (6), de acordo com sua defesa. Ela e o cunhado da vítima, Mário Vitorino da Silva, tiveram prisão temporária decretada na última segunda-feira (2). Segundo o advogado de defesa da foragida, Marcelo Cruz, há grande chance dela se apresentar nesta sexta (6). “Amanhã eu devo fazer a apresentação dela na delegacia, mas ainda estou a confirmar. É 80% de chance que sim”, diz. Além disso, conforme apurado junto à Polícia Civil, o carro de Mário foi encontrado nesta quinta-feira (5) em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O veículo já foi periciado. Mário Vitorino da Silva Neto e Rafaela Costa da Silva tiver o pedido de prisão temporária decretados nesta segunda-feira (2) (Reprodução Redes Sociais) Relembre o caso Após serem chamados e chegar ao prédio, policiais militares foram atendidos pela síndica. Ela relatou aos PMs que, durante a madrugada, ouviu barulho e gritaria vindos do apartamento, no quarto andar. Os vizinhos foram até a porta do apartamento, tocaram a campainha e bateram à porta, mas não foram atendidos. A síndica contou aos agentes que viu, por câmeras de monitoramento do prédio, que Marcelly e Rafaela chegaram ao edifício e entraram no apartamento. Era por volta de 4h35. Quase uma hora depois, Mário e Igor apareceram e pediram ao porteiro para entrar. A irmã de Igor só permitiu que subissem caso os dois fossem juntos ao apartamento. Ainda com base nas câmeras, por volta de 6h05, Mário e Marcelly deixaram o apartamento, desceram pela escadaria e foram à rua pelo estacionamento. Conforme os PMs, havia a impressão de que Igor e Rafaela poderiam estar no imóvel, em cujo corredor de acesso havia sangue. Rafaela, porém, não estava lá. O apartamento foi aberto com ajuda de um chaveiro. Policiais acharam o corpo de Igor caído no quarto, perto da janela. O boletim de ocorrência aponta luta corporal, porque o imóvel estava "revirado" e com marcas de sangue. Uma faca ensanguentada foi encontrada perto da porta.