<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.433700" attr-version="policy:1.433700:1726081895" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.433700/Design sem nome.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Ajudante de pedreiro que foi agredido violentamente por trio de GCMs ficou com vários hematomas pelo corpo (Arquivo Pessoal e Reprodução)</span></p> <p paraeid="{3c058aff-3e1d-4b68-8392-c7dd74018ec7}{5}" paraid="674641912" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O ajudante de pedreiro</span> de 21 anos, que foi agredido violentamente por um trio de guardas civis municipais da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) no Balneário Joia, em Praia Grande, alegou que foi ameaçado de morte e largado numa área de mata pelos guardas. A Prefeitura da Cidade informou que ele era suspeito de furtar um celular, porém, o homem negou a acusação. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{0c83b43a-6531-4a4a-b7f2-81d9a167493c}{112}" paraid="508519538" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O caso aconteceu numa abordagem na Avenida Ministro Marcos Freire, próximo a ‘Curva do S’, por volta da 1 hora do dia 29 de agosto. </span>Imagens de câmeras de monitoramento mostram o homem, que está descalço e com roupas pretas, correndo em direção à porta de um estabelecimento e gritando por ajuda. Em seguida, três guardas da Romu aparecem e começam a abordá-lo. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{890e7fde-92b1-40bf-8ac0-4fa776c6ef19}{188}" paraid="586586342" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Pelas</span> imagens, é possível perceber que um dos guardas puxa o homem pela gola da camisa. Um outro agente chuta e o agride com um objeto. Já o terceiro aponta o dedo no rosto dele, enquanto o homem é segurado com força. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{890e7fde-92b1-40bf-8ac0-4fa776c6ef19}{205}" paraid="1962391487" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Um</span> dos guardas ainda usa um cassetete para bater na mão do homem, que se segura numa grade do comércio. Depois, um agente prende as pernas dele e o outro dá um mata-leão. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{890e7fde-92b1-40bf-8ac0-4fa776c6ef19}{217}" paraid="1322073195" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O que diz o homem?</span></strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A reportagem de <strong>A Tribuna</strong> conversou com o </span>ajudante de pedreiro que preferiu não se identificar por motivos de segurança. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ele contou que, por volta de uma 1 hora </span>da madrugada do dia 29 de agosto, foi abordado pelos guardas da Romu. Depois, apareceu outra viatura. "Estava eu e mais 2 meninos, na abordagem não encontraram nada conosco".</p> <p paraeid="{890e7fde-92b1-40bf-8ac0-4fa776c6ef19}{217}" paraid="1322073195" xml:lang="PT-BR">"Sendo assim eles falaram que ia levar nossa bicicleta porque não tinha documento. Liberaram os outros dois e me deixaram por último, perguntaram para mim se eu queria assinar o papel da bicicleta. Respondi que sim. Logo após levei um tapa na cara e o outro (guarda) jogou spray de pimenta nos meus olhos e mandou eu correr”, alega. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{884f6d59-0e70-4ee8-ba04-ffe67f7add05}{134}" paraid="1014340439" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Depois disso, o ajudante de pedreiro disse que correu</span> em direção a uma passarela e a atravessou, indo sentido a casa de um parente que mora no bairro Esmeralda. Em seguida, ele se deparou com mesma viatura que veio até sua direção. "Novamente abriram as portas do carro já com o cassetete na mão e começaram a me bater. Consegui escapar deles e corri para uma adega para pedir ajuda, mas não abriram o portão”, relembra. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{22e5a6c7-781c-4647-b16d-989ef6d99b4d}{108}" paraid="587862060" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A mesma </span>viatura veio até sua direção e o trio de guardas saíram do carro. “Desceram os três do carro já me agredindo novamente. Tentei resistir, mas não consegui. Depois, me levaram arrastando pra dentro da viatura. Dentro da viatura o tempo todo eles falavam que iam me matar e me levaram lá pro caminho do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande, lá para os fundos. Chegando lá amarraram minhas pernas com uma corda e puxaram eu de dentro do porta-mala”, diz. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{b140e1d2-2123-47ba-9b06-bb56467a79a0}{101}" paraid="835464994" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Depois, o ajudante disse que os agentes </span>o fizeram ajoelhar e colocaram uma corda no seu pescoço, falando novamente que ele iria morrer. “O outro policial veio com cassetete me batendo nas coxas, canela e na barriga. Nunca apanhei assim na minha vida, achei que ia morrer”, conta. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc243099-26a6-4cba-af97-b0ab24a267a4}{236}" paraid="1538080719" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ele narrou que ocorreram </span>diversos chutes, ‘cacetadas’ e espirros de spray de pimenta. Depois disso, o ajudante de pedreiro contou que os guardas desamarraram seu pé e falaram para ele sair correndo. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4c281e81-af88-4a30-a817-e7fd1b1b0148}{43}" paraid="1706350080" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">"Q</span>uando comecei a correr falaram que não era para eu ir pela estrada e sim por dentro do mato. Obedeci e eu fui correndo por dentro do mato até que consegui chegar na pista com as vistas (olhos) ardendo muito”, diz. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4c281e81-af88-4a30-a817-e7fd1b1b0148}{164}" paraid="609712001" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O ajudante </span>de pedreiro chegou em uma casa onde bateu na porta para pedir ajuda. Ele entrou, lavou o rosto e depois foi para uma rua próxima. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O homem foi até uma rua onde algumas pessoas iriam pedir uma corrida por aplicativo para voltar at</span>é a casa de seus parentes. “Chegando lá (casa dos parentes) eles não estavam, pois havia pensado que eu fui preso”, conta. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1e6efce5-b304-4d30-a63c-d458a7f49d89}{45}" paraid="550550607" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">No dia seguinte, o ajudante de pedreiro foi até o 1º Distrito Policial (DP) para fazer o boletim de ocorrência, porém afirmou não ter conseguido. </span><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Por conta disso, ele foi até a Corregedoria da Guarda Civil Municipal (GCM) e prestou depoimento.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1d742119-c1af-4646-82b8-9054bce4f17c}{71}" paraid="1651918572" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O que diz a Prefeitura?</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Prefeitura de Praia Grande informou, por meio da Secretaria de Assuntos de Segurança Pública (</span>Seasp), que o homem foi abordado por suspeita de furto de aparelho celular. Porém ele não foi preso por não estar mais com o aparelho e pela ausência da vítima. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5587963c-8b86-4ef4-997f-c99f94569011}{114}" paraid="36308756" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Em relação aos guardas municipais, a Prefeitura de Praia Grande disse que instaurou averiguação preliminar na Corregedoria, inclusive com a parte abordada já ouvida. A equipe foi afastada da </span>Romu, bem como do patrulhamento preventivo, até término da Sindicância disciplinar. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{1d742119-c1af-4646-82b8-9054bce4f17c}{198}" paraid="1629372355" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Sem registro</span></strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que não foi localizado registro da ocorrência com as informações encaminhadas. </span> </p> </div>