Homem foi preso em Belo Horizonte nesta segunda (8) após matar a própria mãe em dezembro de 2020 no Guarujá e estar 3 anos foragido (Reprodução/Facebook e Reprodução) Bruno Eustáquio Vieira, de 26 anos, que matou a própria mãe, Márcia Lanzane, de 44, por causa de herança, foi preso no bairro Caiçara, em Belo Horizonte (MG), por volta das 13h40 desta segunda-feira (8). Ele estava foragido há três anos. O caso aconteceu no imóvel que a família morava, no Sítio Cachoeira, em Guarujá, em 21 de dezembro de 2020. As câmeras de monitoramento flagraram o momento em que Bruno entrou em luta corporal com a mãe. Após caírem no chão, o filho usou as mãos para esganá-la. Ela tentou resistir, mas não conseguiu. Pelas imagens, foi possível ver que o homem se certificou que a mãe tinha morrido e que, após cometer o crime, voltou a sala do imóvel para assistir televisão. Sobre a prisão nesta segunda (8), Bruno saia de um imóvel localizado na Rua Atalaia, no bairro Caiçara, em Belo Horizonte, quando uma equipe da Polícia Militar o avistou. Os agentes abordaram o acusado e deram ordem de prisão. Ele resistiu e foi necessário o uso de manobras de imobilização. Em razão disso, Bruno sofreu leves escoriações e teve que ser socorrido ao Hospital Municipal Odilon Behrens. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o homem, com mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de São Paulo, foi localizado por policiais militares. Após ser submetido a atendimento médico, ele foi conduzido à Delegacia de Plantão para o cumprimento da prisão. Após o procedimento de polícia judiciária, Bruno deve ser encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Relembre o caso O corpo de Márcia Lanzane foi encontrado no imóvel onde ela e o filho moravam, no bairro Sítio Cachoeira, no Guarujá, em 22 de dezembro de 2020. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito. Com as investigações, a polícia descobriu que câmeras de monitoramento internas mostraram o momento em que, na noite anterior, Bruno entrou em luta corporal e agrediu a mãe. Após caírem no chão, o filho usou as mãos para esganá-la. Ela tentou resistir, mas não conseguiu. Após cometer o crime, o agressor voltou para a sala do imóvel para assistir TV. Em depoimento inicial, Bruno afirmou não ter envolvimento no crime. Após suspeita da polícia e um novo questionamento, o jovem confessou que teria sido uma morte acidental, após empurrá-la durante uma discussão. Por isso, a mãe teria morrido após bater a cabeça na queda. O sistema utilizado para captação de imagens estava escondido dentro do forno do fogão do imóvel. O jovem relatou para os policiais na época onde o aparelho estava e afirmou que o escondeu por medo. O caso foi investigado pela Delegacia Sede de Guarujá, que concluiu o inquérito com o indiciamento de Bruno por homicídio qualificado em 31 de maio de 2021. A prisão preventiva do acusado foi determinada. O crime também foi investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que entrou com ação penal contra ele na 1ª Vara Criminal de Guarujá em 2 de junho de 2021. Motivo O inquérito da Polícia Civil concluiu em 2021 que Bruno matou a mãe por motivo torpe. A decisão se deu a partir dos depoimentos colhidos, além das câmeras de monitoramento que mostram Bruno agredindo e enforcando a mãe enquanto ela estava caída no chão do quarto. Na conclusão e apresentação do inquérito, que indiciou Bruno por homicídio doloso (intenção de matar), o MP apontou que Bruno matou a mãe para ter o patrimônio de herança, além de demais valores originários de eventuais seguros. Isso porque ele não tinha seus pedidos materiais atendidos pela mãe e se mostrava insatisfeito com a situação. "De todo o apurado, o bárbaro crime praticado se desenvolveu de forma manifestamente premeditada, tendo o denunciado demonstrado extrema frieza ao ceifar a vida de sua mãe, passar a noite na casa com o cadáver ao solo e promover verdadeiro teatro para comunicar a morte", diz um trecho do documento do MP. Defesa O advogado de Bruno, Anderson Real (em 2021), afirmou na época que seu cliente negava veementemente a hipótese. "O único bem que a mãe possuía era a casa e um carro", afirmou. A Justiça decretou a prisão preventiva de Bruno em 1º de junho de 2021. Segundo o advogado, a decisão causou estranheza para a defesa no que se diz respeito ao tempo do crime até a decisão. Na época, ele afirmou que Bruno pensava em se entregar. "A princípio tentaremos revogar a prisão. Caso não consiga, ele pensa em se entregar, sim", explicou o advogado. Disfarces No dia 8 de junho de 2021, a Polícia Civil divulgou imagens de possíveis disfarces de Bruno e pediu apoio da sociedade para localizá-lo.