Rayssa Pires Faria foi agredida com pedaço de madeira ao correr para defender a mãe em Praia Grande (Leandro Guedes/ TV Tribuna) Um homem de 30 anos está sendo procurado pela Justiça após episódio grave de violência contra a ex-companheira, Rayssa Pires Faria, de 19, no bairro Vila Sônia, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Wendrews Sant Ana Vieira dos Santos é apontado como suspeito de tentar matar a jovem e segue foragido desde o crime, ocorrido por volta das 23h de 16 de março. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo relato de Rayssa, os dois estão separados há cerca de um ano. No dia do ataque, Wendrews teria procurado a jovem para tentar retomar o relacionamento e não aceitou a recusa dela. A delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, Lyvia Cristina Bonella, autorizou a prisão temporária de Wendrews Wendrews Sant Ana Vieira dos Santos é apontado como principal suspeito da agressão sofrida pela ex-companheira e está foragido (Reprodução/ Redes sociais e Leandro Guedes/ TV Tribuna) Como foi De acordo com Rayssa, Wendrews invadiu a residência após danificar o portão. Durante a ação, a mãe da jovem também foi agredida. Ao tentar defendê-la, Rayssa acabou sendo atingida na cabeça com um pedaço de madeira. “Fui puxar minha mãe, porque ele tinha dado uma voadora no peito dela. Foi quando eu saí correndo, porque vi que ele estava vindo atrás de mim. Ele veio e me deu uma paulada”, contou à TV Tribuna. Uma testemunha presenciou a agressão e acionou a Polícia Militar (PM). Quando os agentes chegaram, encontraram a jovem desacordada no chão, com um ferimento profundo no rosto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para prestar socorro imediato. Rayssa foi levada ao Pronto-Socorro (PS) Central, onde recobrou a consciência, mas permaneceu internada sob cuidados médicos. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e está sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. Enquanto isso, Wendrews, principal suspeito, continua sendo procurado pelas autoridades. Antecedentes A Tribuna apurou que Wendrews acumula passagens pela polícia. Na primeira, em 2016, foi condenado a três anos em regime aberto por posse ilegal de arma de fogo com numeração raspada. Já em julho de 2017, foi condenado a quatro anos de reclusão em regime semiaberto após ter roubado uma corrente. Em 2019, foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado, desta vez por roubo qualificado. No entanto, em novembro de 2023, teve o livramento condicional concedido. Agora, ele está foragido.