Homem foi detido em Praia Grande em operação contra quadrilha do golpe do falso advogado (Divulgação/ Polícia Civil) Um homem acusado de integrar uma quadrilha especializada no golpe do falso advogado foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, durante operação deflagrada nesta quinta-feira (19). A ação, coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e teve como alvo um grupo que atuava no Distrito Federal e em diversos estados do país. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, ao todo, a Justiça expediu 45 mandados judiciais – sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. Um deles foi cumprido na cidade da Baixada Santista, segundo informou o delegado da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), João Guilherme Carvalho. Ainda conforme a corporação, cerca de 70 policiais do Distrito Federal participaram da ação em São Paulo, considerada a maior já realizada no país contra esse tipo de golpe. Golpe do falso advogado Segundo a investigação, os criminosos obtinham, de forma ilegal, credenciais de advogados, o que permitia acesso a processos judiciais eletrônicos. Com dados detalhados das ações e das partes envolvidas, os golpistas se passavam por representantes legais das vítimas e solicitavam pagamentos sob o pretexto de taxas ou impostos necessários para a liberação de valores judiciais. Diante da aparente veracidade das informações, muitas vítimas realizavam transferências acreditando estar em contato com seus advogados reais. Divisão de tarefas e atuação interestadual A quadrilha possuía uma estrutura organizada e divisão de tarefas. Os investigadores apuraram que havia núcleos responsáveis pela obtenção dos acessos ilegais, conhecidos como “puxadores”; pelo primeiro contato com as vítimas via aplicativos de mensagem, os “montadores”; além de operadores especializados em ligações telefônicas com roteiros de engenharia social para induzir ao golpe. De acordo com a Polícia Civil, outros integrantes do grupo atuavam na coleta e lavagem do dinheiro, além do fornecimento de chips telefônicos e contas bancárias. A polícia informou que a organização criminosa tinha atuação em diversos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Bloqueio de contas Ainda durante a operação, a Justiça autorizou o bloqueio de valores em contas bancárias e o sequestro de bens, como imóveis, com o objetivo de descapitalizar a quadrilha e interromper as atividades criminosas. Segundo a Polícia Civil, os investigados poderão responder por estelionato qualificado por meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a até 26 anos de reclusão.