Condenado afirmou ter dado "um ou dois socos ou chutes" na vítima (Reprodução) Um ajudante de caminhoneiro, de 22 anos, foi condenado a cinco anos de prisão por agredir e matar uma pessoa em situação de rua em Santos. Em interrogatório, o homem disse ter flagrado a vítima e uma mulher furtando fios de um caminhão. A dupla teria fugido, mas foi alcançada pelo condenado e o primo, de 17 anos, quando começaram as agressões. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A sentença saiu no último dia 3, terça-feira, mas o caso aconteceu em 21 de fevereiro de 2022, em frente a um posto de gasolina no bairro Valongo. A vítima, Márcio Luiz Fernandes Santos, de 37 anos, morreu devido a um politraumatismo causado pelas agressões sofridas. O condenado afirmou ter dado "um ou dois socos ou chutes", e que não seria o suficiente para matar, mas a juíza Elizabeth Lopes de Freitas, da 4ª Vara Criminal de Santos, negou a existência de legítima defesa e avaliou o crime como lesão corporal seguida de morte e corrupção de menor, pois o primo era menor de idade. Entretanto, a magistrada registrou que a análise da sentença também levou em consideração que o ajudante de caminhoneiro não quis o resultado da morte e, tampouco, o risco de causá-la. “Ao que tudo indica, o réu agiu tentando fazer justiça com as próprias mãos”, escreveu na justificativa. Conforme apurado por A Tribuna, o condenado esteve solto desde o início das investigações. A magistrada, levando em conta a ausência de antecedentes criminais, fixou a pena de cinco anos de reclusão em regime aberto, para que ele responda em liberdade. Em nota, a defesa do acusado disse acreditar que os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) darão provimento ao recurso de apelação, o que poderá resultar na absolvição do cliente, pois ele "agiu com os meios que possuía para interromper o crime em andamento, sem almejar o resultado de morte".