Jhony (à esquerda) foi morto após ter sido baleado (Arquivo Pessoal e Reprodução) A morte do mecânico Jhony Stephani Gertrudes, aos 35 anos, é motivo de revolta e indignação para a família da vítima pela falta de resposta e justiça pelo caso. O homem morreu após ter sido baleado por um suposto vizinho que tinha uma desavença em São Vicente. Um amigo dele também foi vítima dos disparos. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu na manhã do dia 27 de setembro deste ano, uma sexta-feira. A princípio, a família foi informada que o caso era uma briga de vizinhos por conta de som alto, porém a testemunha e amigo de Jhony negou a versão. O crime aconteceu por volta de 6h30 na Rua Gustavo Cordeiro Galvão Filho, no bairro Parque das Bandeiras. O boletim de ocorrência cita que policiais militares (PMs) foram ao local e encontraram as duas vítimas já caídas no chão com ferimentos de tiros e o Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi chamado. -Família quer respostas (1.437453) Os dois foram levados ao Hospital Vicentino, onde um segue internado e o mecânico, que entrou em estado grave, acabou morrendo. Uma chave de carro, quatro cartuchos e uma faca de cozinha foram encontrados no local do crime. Um policial militar apurou que, por volta das 4h, uma viatura foi chamada para atender uma ocorrência de perturbação de sossego no local, porém a situação havia sido resolvida. Entretanto, segundo o agente, o problema teria ocorrido novamente e o crime teria acontecido. Durante o resgate, foi constatado um mandado expedido pela 2ª Vara de Família de Santos contra Jhony e ele supostamente era procurado pela Justiça. Por isso, ele ficou escoltado no hospital. O local do crime passou por perícia. No dia seguinte, o mecânico morreu e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos. Família A irmã de Jhony, a assistente administrativa Andressa Borges Toledo, de 33 anos, comentou que a vítima estava com uma questão na Justiça relacionada à pensão alimentícia, mas não tinha ciência de mandado judicial contra ele. Essa medida impediu a família de acompanhar os últimos momentos dele no hospital. “O rapaz que está internado estava bem ruim e, quando ele começou a contar como que foi, nós descobrimos que meu irmão já tinha uma desavença com esse vizinho. Eles (Jhony e o amigo) estavam mexendo na roda do carro e esse vizinho saiu e falou um palavrão: ‘tira essa porcaria daqui’, e começaram a discutir”, relata. Andressa destacou que, no vídeo de monitoramento, é possível ver que os dois discutem sem se encostar ou ter qualquer agressão física, até que o vizinho atira contra Jhony e, em seguida, no amigo dele. “(Na sequência), o autor retira as cápsulas do chão, ele ainda fica um tempo, entra no prédio dele, vai para o carro e foge. ” Depois do registro, a irmã da vítima afirmou que teve dificuldade em falar com o advogado do caso e saber como está o andamento das investigações que, até onde se sabe, sequer identificou o autor. “Como que vai ficar essa história se a gente não tem o nome dele (do autor)? A minha tia foi até lá (ao Distrito Policial) e o delegado não estava. Eles informaram que ele ia entrar em contato, só que ele ainda não entrou. A imagem não é tão boa para nós que estamos vendo pelo celular, mas nós sabemos que a polícia tem os recursos e dá para ver o carro e o local, mas ninguém foi lá ainda. Não foram ouvir ninguém”, questiona. Andressa disse que busca por respostas e quer justiça. Jhony deixou três filhas, todas menores de idade. A assistente administrativa descreveu que elas ainda sentem muita falta do pai. “Ele era aquele irmão mais chato, mas que me defendia. Inclusive essa semana ele tinha me dado um monte de coisa para o meu filho. Sempre foi um excelente mecânico, os vizinhos falaram que ele fazia milagre, pegava algo que não andava e ele fazia andar. A gente sempre foi muito unido”, relembra. Questionada sobre os apontamentos de Andressa, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado, sob segredo de Justiça, por meio de inquérito policial no 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente. Por isso, demais detalhes foram preservados para garantir autonomia ao trabalho policial.