[[legacy_image_337585]] A pena do ex-policial militar Gustavo de Souza Militão Pavlik, condenado pelo envolvimento no atentado contra a deputada estadual Solange Freitas (União Brasil), aumentou de cinco para 11 anos e 8 meses. A decisão foi tomada após novo julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que aconteceu na quinta-feira (22) e negou uma apelação da defesa de Pavlik. O crime aconteceu em 2020, quando a parlamentar disputava eleições para a Prefeitura de São Vicente. O tribunal também oficiou a Polícia Militar (PM), para que seja esclarecida a atual situação prisional em que se encontra o condenado. Isso porque a corporação expediu uma portaria que concedeu à Pavlik a progressão de regime à modalidade aberta e o retorno ao serviço ativo. Segundo a sentença, em primeiro grau, a decisão foi de que a pena deveria ser cumprida em regime fechado, e deve ser cumprida até que uma decisão superior a altere, o que não ocorreu. A reportagem de A Tribuna procurou a Polícia Militar de São Paulo, que disse, em nota, que não comenta decisões judiciais. A PM ressaltou que Pavlik não faz mais parte das fileiras da corporação. CondenaçãoO ex-policial militar foi condenado a cinco anos e dez meses de prisão pelo crime de tentativa de homicídio qualificado em setembro de 2022. Um ano depois, em outubro de 2023, A Tribuna noticiou que o policial havia saído da cadeia e regressado à corporação. Semanas depois, em 6 de novembro de 2023, Pavlik teve sua expulsão da PM publicada no Diário Oficial do Estado. Relembre o casoA tentativa de homicídio aconteceu na manhã de 11 de novembro de 2020, quando a candidata cumpria agenda de campanha. Na ocasião, ela havia acabado de deixar uma padaria, localizada na Vila Valença, e estava a caminho de uma feira livre na Vila São Jorge, quando teve seu carro, blindado, atingido por cinco disparos. O veículo era ocupado por mais quatro pessoas, mas ninguém se feriu.