Detentos rendem funcionário e fogem de penitenciária em Mongaguá

Em duas semanas, sete se evadiram da unidade. Crime ocorreu no fim de semana, e até agora, ninguém foi localizado

Por: De A Tribuna On-line  -  26/12/18  -  11:48
Atualizado em 26/12/18 - 11:51
Projetado para 1.640 detentos, o CPP de Mongaguá abriga 2.948
Projetado para 1.640 detentos, o CPP de Mongaguá abriga 2.948   Foto: Rogério Soares/AT

Cinco detentos que cumpriam regime semiaberto fugiram do Centro de Progressão Penitenciária Dr. Rubens Aleixo Sendin, em Mongaguá, no fim de semana. A ação foi rápida e, até o momento, ninguém foi preso. Com a fuga, nas últimas duas semanas, chegaram a sete o número de presos evadidos do local.


As informações foram confirmadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) na manhã desta quarta-feira (26). Toda a ação ocorreu durante a tarde, no setor da cozinha da unidade, durante o expediente de trabalho.


Cinco detentos se armaram com uma faca e correram em direção à subportaria da unidade. Um agente foi rendido quando percebeu a movimentação e tentou impedir a fuga, mas não conseguiu.


Em seguida, os cinco presos fugiram. Alertados da ação criminosa, os demais agentes da unidade realizaram buscas no entorno da unidade, mas nenhum dos fugitivos foram localizados.


A direção da unidade instaurou Procedimento Apuratório Preliminar e Disciplinar, além de ter comunicado à Polícia Civil a fuga, registrando boletim de ocorrência da Delegacia Sede. Também foi emitido comunicado ao juízo competente da região.


Sete fugitivos


Em 19 de dezembro, outros dois detentos também fugiram do CPP. Na ação, dois comparsas invadiram a unidade para auxiliar a fuga dos presos. Um alambrado e um muro foram localizados com aberturas, que facilitaram a entrada e saída do quarteto.


Logo que notou a movimentação, um dos agentes penitenciários chegou a acionar o alarme que indica a fuga dos detentos. Um deles disparou contra o agente, acertando-o de raspão na perna esquerda. Ele foi socorrido e passa bem.


Em ambos os casos, a SAP fez questão de ressalvar que, por se tratar de unidade de regime semiaberto, não há vigilância armada e não são cercadas por muralha, sendo que a permanência dos detentos se dá pelo ‘senso de autodisciplina e autorresponsabilidade’.


Além disso, a secretaria reitera que os presos neste regime têm até cinco saídas temporárias por ano, determinadas pelo Poder Judiciário, e que quando recapturados após cometerem delitos, voltam ao regime fechado.


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