Agressões foram flagradas por câmera de segurança; a vítima, de 57 anos, registrou um boletim de ocorrência contra a agressora (Arquivo Pessoal) Uma costureira de 57 anos ficou ferida ao ser agredida por uma comerciante após desentendimento por uma dívida de R\$ 30,00 em Santos, no litoral de São Paulo. As agressões aconteceram em um centro comercial que fica no Centro da cidade, na tarde de terça-feira (18). (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para A Tribuna, a vítima, que teve sua identidade preservada, explicou que a agressora, de 31 anos, tem uma loja de roupas que fica próxima do local onde trabalha e, além de cliente, era sua amiga. A costureira acrescentou que também comprava roupas na loja da agressora e, por ela ter uma dívida de R\$ 30 reais referente a dois serviços de costura distintos, descontou a quantia no valor de uma peça que adquiriu no comércio da mulher, que custava R\$ 70,00. “Ela mandou mensagem me dizendo que não estava devendo nada. Depois, enviou áudios me ofendendo, e eu disse que não ia responder à altura”, afirmou a costureira. No dia seguinte, a comerciante foi até o local de trabalho da vítima acompanhada do marido, um homem de 34 anos, e discutiu com ela. “Ela começou a falar e, em determinado momento, disse que eu era ‘caloteira’. Respondi que a única ‘caloteira’ era ela, porque era ela quem me devia. Em determinado momento, ela me chamou de pilantra e eu devolvi. Nesse instante, ela me deu um tapa no rosto”, narrou a costureira. Imagens de câmeras de segurança flagraram a violência sofrida pela vítima, que, em determinado momento, tenta revidar arremessando um objeto contra a comerciante. -Veja o vídeo (1.455392) Logo depois, a agressora agarra a costureira e continua as agressões. A mulher levou chutes, socos e até mesmo uma mordida no ombro, agressões que deixaram hematomas na costureira. Segundo o boletim de ocorrência, ela teve lesões no lado esquerdo do rosto, no colo e no braço esquerdo. De acordo com a costureira, em momento algum o marido da comerciante tentou impedir a violência. “Ele deveria ter tirado (a esposa). As pessoas que chegavam pediam para que ele a tirasse de cima de mim, mas ele mandou não tocar nele e que as pessoas deixassem (que as agressões continuassem)”, disse. Para A Tribuna, a costureira revelou que o episódio a abalou, até porque tinha amizade com a agressora, com quem chegou até mesmo a fazer viagens. “Não é nem o físico (que causa problemas), estou conseguindo trabalhar, mas o lado emocional está pesando. Acho um absurdo”, desabafou. A Polícia Militar (PM) foi acionada e tanto a vítima quanto a agressora foram conduzidas ao 1º Distrito Policial (DP) de Santos. Antes disso, ambas foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), na delegacia, o caso foi registrado como lesão corporal e a vítima foi orientada sobre o prazo para representação criminal. A Tribuna não localizou a defesa da acusada até a publicação desta reportagem.