O barbeiro, Vitor Gustavo de Jesus Dantas, de 27 anos, desapareceu após entrar no mar da Praia da Enseada, em Guarujá (Carlos Nogueira/Arquivo AT e Arquivo Pessoal) O corpo do barbeiro Vitor Gustavo de Jesus Dantas, de 27 anos, foi encontrado na Praia do Tombo, em Guarujá, após cinco dias de buscas pelo turista que desapareceu no mar da Praia da Enseada na última quarta-feira (20). O rapaz veio para o litoral de São Paulo com um amigo para aproveitar o feriado do Dia da Consciência Negra. A vítima foi reconhecida pelos familiares no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta terça-feira (26). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítmo (GBMar), o corpo do jovem foi encontrado na Praia do Tombo, também em Guarujá, na tarde desta segunda-feira (25). Os parentes da vítima vieram da capital nesta manhã para reconhecer o corpo do barbeiro. De acordo com a Corporação, Vitor teria entrado no mar com um amigo, mas nadou até o fundo e não foi mais visto. O GBmar ainda informou que só foi acionado sobre o desaparecimento do barbeiro no dia seguinte ao desaparecimento. Antes do corpo dele ser encontrado, A Tribuna conversou com Nei Fernando Pinheiro, de 47 anos. Era ele o amigo que acompanhava Vitor na praia. Ele contou que ambos eram muito amigos há aproximadamente quatro anos, tanto que o barbeiro cortava seu cabelo há alguns anos. 'Bate e volta' para o litoral Segundo Nei, os dois haviam combinado de descer para o litoral de São Paulo quando tivessem a oportunidade. No dia 20, Vitor, Nei e o filho dele, de 11 anos, foram até Guarujá para tomarem um banho de mar. “Eu decidi ir com meu filho de 11 anos. Chamei ele (Vitor), nós fomos juntos. Chegamos 13h30 no ‘pé da areia’. Ficamos na Praia da Enseada. Deixei meu carro na Rua Peru. Ficamos no quiosque da ‘Tia Chica’”, relembrou. Após chegarem, o amigo contou que eles jogaram bola e depois entraram no mar. “Como tenho filho pequeno, ficamos no raso. Ele (Vitor) foi para o fundo. Chegou uma hora em que eu estava entretido com o meu filho. Com as ondas um pouquinho mais altas, você perde um pouco o campo de visão das pessoas que estão lá no fundo e de longe todos são iguais”. Ele afirmou que havia um pessoal perto e, por isso, decidiu sair da água com seu filho para pedir algumas coisas no quiosque. "Passou 20 minutos e já achei estranho porque a gente entra no mar e não fica tanto tempo assim. Pelo menos nós, que não somos surfistas. Entramos no mar para tomar um banho, coisa de 5, 10, 15 minutos no máximo. Passou 20 minutos, meia hora, fiquei preocupado”. Por conta da demora, Nei disse que falou com um bombeiro, que comentou que o mar estava puxado e recomendou para ele aguardar, pois Vitor poderia ter saído e se perdido. "Eu voltei de novo para onde a gente estava, na barraquinha, mas ele não estava (lá). (Voltei) até porque estava pochete, carteira, chave do carro, roupa, toalhas, coisas de praia”. O amigo começou a estranhar, porque tinham se passado mais de 40 minutos e não havia sinais onde o amigo poderia estar. Nei e o filho voltaram para onde o automóvel estava estacionado para ver se Vitor estava lá, porém não o encontraram. Além disso, ele perguntou para o guardador de carros se tinha visto o amigo e ele também disse que não. Diante disso, Nei avisou o guarda-vidas, que colocou o ‘desaparecimento na rede’. O amigo relembrou que eles tinham marcado de ir embora de Guarujá por volta das 16h. “Quando a gente combinou de ir, eu falei que sempre que eu vou com meu filho, venho mais cedo. 'Quando der umas 16h eu volto'. Porque eu tenho que trazer meu filho, que é guarda compartilhada, e ele tinha prova também. É a rotina do paulistano nessas ocasiões de feriado. Pega o carro, desce e dá um mergulho, nada um pouco, come alguma coisa”, contou Nei Pinheiro. O homem comunicou a família sobre o desaparecimento de Vitor, e os parentes também registraram um boletim de ocorrência e foram até Guarujá para realizar buscas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como desaparecimento de pessoa na Delegacia Sede de Guarujá. Nei ainda revelou para A Tribuna que estava vivendo a base de calmante por conta do desaparecimento do barbeiro. Até esta terça-feira, a esperança era que ele tivesse se perdido após sair do mar. Vittor era natural de Salvador, na Bahia, e estava morando na capital paulista há três anos.