Comércios da região central têm convivido frequentemente com invasões e furtos recentemente (Reprodução e Arquivo Pessoal) Uma onda de invasões e furtos tem causado insegurança, medo e transtornos para comerciantes do Centro de Santos. Além disso, os ataques estão gerando prejuízos milionários, como é o caso de uma casa noturna que perdeu mais de R\$ 300 mil em equipamentos para os criminosos. (Veja em vídeo mais abaixo) Nas imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver os ladrões invadindo o local. Um deles vai até os fundos da casa noturna, onde tem uma cerca. O homem passa entre o vão das grades e invade o local, e na sequência, uma mulher também entra. Depois, mais tarde, dá para ver o casal saindo do local com os equipamentos. Esse crime aconteceu por volta das 5h30 da Véspera de Natal. A casa noturna fica na Rua José Ricardo. O dono do estabelecimento, Marcelo Assis Vicente Santos Pontes, de 32 anos, contou que seu estabelecimento foi invadido e furtado duas vezes em pouco mais de uma semana. O outro crime aconteceu no dia 1º de janeiro deste ano. “Levaram tudo! Fiação elétrica, encanamento, torneiras, equipamento de som e geladeiras. Tudo!”, relatou. Segundo o proprietário, os criminosos tentaram invadir o local nesta sexta-feira (10), enquanto ele e outros funcionários estavam dentro do estabelecimento. Na segunda-feira (6), dois homens foram detidos pela Polícia Militar (PM). "Eles levaram tudo. Porém, o que foi pego em 'flagrante' era somente o que constava com eles. Segundo a polícia, era um frigobar e uma mesa controladora de iluminação." Além disso, ele criticou as ações da Prefeitura e da PM em relação aos suspeitos: “O questionamento é: em frente ao meu estabelecimento tem uma câmera da Prefeitura... e esse pessoal em situação de rua passa com esses pertences na luz do dia e ninguém questiona... Fora os ferros-velhos que compram, que também não são fiscalizados. A polícia trata com uma impunidade, pois eles não permanecem presos, mesmo sendo pegos em flagrante.” A proprietária de um restaurante que fica na Avenida Visconde de São Leopoldo, Núbia Maria da Fraga, de 48 anos, afirmou que seu restaurante tem sido invadido e furtado pelos criminosos desde outubro do ano passado. No mais recente, que aconteceu entre a madrugada desta sexta-feira (3) e sábado (4), dois ladrões invadiram seu empreendimento. “Eles arrebentaram a porta. Levaram todas as mercadorias: bebidas quentes, cervejas, refrigerantes, panelas, bicicleta, comidas, misturas, dinheiro e televisão”, afirmou. Nas imagens de câmeras de monitoramento obtidas por A Tribuna, é possível ver a dupla arrombando a porta do restaurante, entrando no local e esvaziando as prateleiras. Além disso, eles fazem uma ‘limpa’ e fogem levando vários equipamentos e alimentos. -vídeo twitter (1.447346) Em 23 de outubro do ano passado, criminosos invadiram seu estabelecimento e levaram geladeira, R\$ 3 mil em dinheiro e outros equipamentos do seu restaurante. “Já me roubaram tudo que tenho no restaurante. Já roubaram o relógio de água, a luz da frente. A porta já foi arrombada umas sete vezes. Fica complicado para a gente começar a trabalhar, porque já não está dando muito movimento, porque o Centro de Santos está meio que abandonado", relatou. Ela contou que, na terça-feira (6), os ladrões também invadiram e furtaram uma relojoaria tradicional que fica ao lado de seu estabelecimento. No crime, os criminosos levaram vários objetos e equipamentos do comércio. A mulher disse que os suspeitos têm um esquema para furtarem seu restaurante. "Alguns moradores de rua, eles fingem que estão com o carrinho. Fazem uma cabana de frente ao comércio da gente e ele fica tentando, dizendo que vai dormir, coloca papelão. Quando dá tempo, eles vão, arrombam a porta e entram. A gente que só passa acha que eles estão dormindo, só que aí, no caso, eles estão roubando”, relatou. Segundo Núbia, ela e outros comerciantes se reuniram e foram até a Delegacia de Polícia Sede de Santos cobrar providências, como ter mais patrulhamento pelo Centro. De acordo com ela, tudo continuou mesmo após essa cobrança. Tanto o dono da casa noturna quanto a proprietária do restaurante registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil. O que diz a SSP A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as forças policiais seguem empenhadas no combate à criminalidade em todo o litoral paulista e que todos os casos registrados na Polícia Civil são rigorosamente investigados. O policiamento em toda Baixada Santista segue reforçado até o dia 7 de fevereiro com mais de 3 mil policiais militares com atuação exclusiva no policiamento preventivo e ostensivo. Em relação aos casos citados pela reportagem, o órgão acrescentou que não foram localizados registros dos fatos que aconteceram nos dias 1, 3 e 4 de janeiro. Porém, a do dia 6, a SSP informou que dois homens, de 34 e 41 anos, foram presos em flagrante e toda a mercadoria furtada foi entregue aos respectivos donos. A pasta ressaltou a importância do boletim de ocorrência para que os casos possam ser devidamente investigados e os locais com mais concentração de casos, mapeados. O registro pode ser feito pela Delegacia Eletrônica (www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br) ou nas unidades territoriais. O que diz a Prefeitura A Prefeitura de Santos informou que o combate e a investigação de furtos, roubos e outros crimes são de responsabilidade das autoridades policiais estaduais, que têm, em Santos, total apoio da GCM, por meio do seu efetivo e videomonitoramento. De acordo com a Administração Municipal, a PM mantém equipes no Centro de Controle Operacional (CCO) do Município e tem acesso a todas as imagens das mais de duas mil câmeras espalhadas pela Cidade, assim como a Policia Civil , inclusive na região central, que tem cerca de 600 câmeras interligadas ao CCO. A Prefeitura informa ainda que a GCM faz rondas diuturnas em toda a Cidade, inclusive na região central – onde recentemente foram instaladas a nova base da Romu e a sede da GCM. Quando flagra atitudes suspeitas, os autores são conduzidos ao distrito policial. A população pode acionar a Polícia Militar pelo número 190 e a Guarda Civil Municipal pelo 153. A Tribuna também cobrou um posicionamento da Polícia Militar e aguarda o retorno.