Igor Peretto (à esquerda) foi encontrado morto. O cunhado Mário Vitorino (segundo da esquerda para direita), a irmã da vítima, Marcelly (terceira da esquerda para a direita) e a viúva de Igor, Rafaela (à direita), seguem presos (Reprodução e Redes sociais) Em mais um desdobramento do caso que ganhou repercussão nacional e regional, o trio envolvido na morte do comerciante Igor Peretto teve a prisão convertida de temporária para preventiva nesta quinta-feira (31). Marcelly Peretto (irmã da vítima), Mário Vitorino (amigo) e Rafaela Costa Silva (esposa de Igor) são acusados pelo crime ocorrido em um apartamento no bairro Canto do Forte, em Praia Grande. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com a decisão, o trio acusado de envolvimento na morte de Igor Peretto terá que aguardar pelo julgamento do caso preso. A prisão preventiva é uma espécie de prisão cautelar decretada por autoridade judicial. Para Felipe Pires de Campos, advogado que representa a família de Igor Peretto, a prisão preventiva foi acertada e “veio baseada na gravidade dos crimes e em todos os elementos apurados na investigação, que mostram com exatidão a participação de cada um dos três nesse crime gravíssimo”. Campos ressalta que a família da vítima, com essa decisão, encontrou um pouco mais de conforto com tudo que vem passando. O advogado também destaca que a tramitação processual irá demonstrar e confirmar os termos da denúncia. Por fim, o defensor ressalta que agora aguarda que, ao final, os três sejam submetidos ao tribunal do júri e condenados. Defesas criticam Em contrapartida, o advogado Leandro Weissmann, defesa de Marcelly Peretto, diz que vê com muita reserva a denúncia ofertada e a determinação da prisão preventiva. “A denúncia é vaga, não individualiza as condutas dos envolvidos e tampouco traz qual o efetivo delito cometido pela cliente”. Weissmann justifica que a decisão pela prisão preventiva é “absolutamente genérica” e não traz qualquer fato concreto para que fosse decretada. Segundo o defensor, parece que a conversão aconteceu apenas para conter “eventual clamor público”, mas não com real embasamento jurídico e legal. Enquanto o advogado Marcelo Cruz, que cuida da defesa de Rafaela Costa Silva, confirma que está começando a preparar um habeas corpus, por achar ser desnecessária a custódia cautelar da cliente. “Se necessário, levaremos os pedidos de soltura até as cortes superiores (STJ e STF), antes impetraremos o pedido no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo)”. Mário Badures, defensor de Mário, confirmou a denúncia pela suposta prática do crime de homicídio qualificado e a prisão preventiva decretada pelo Juízo do Júri da Comarca de Praia Grande. Para o advogado, a investigação se mostrou confusa ao apontar um viés econômico, ignorando inúmeras provas que indicam o crime de ímpeto, tragédia que originou “uma inegável luta” entre Mário Vitorino e Igor Peretto. “Há farta prova testemunhal e até mesmo pericial, malgrado a defesa ter como imprestável laudo pericial da reconstituição simulada dos fatos. A Defesa deixa desde logo registrado o equívoco da Acusação para a motivação do crime, afinal de contas, Mário Vitorino não era dependente econômico de Igor e em nada lucraria com a sua morte”, alega. Badures também enfatiza que não existe qualquer evidência da existência de uma relação amorosa entre os acusados. “A motivação é passional, evidentemente. Ainda, no entendimento da Defesa, a prisão preventiva foi decretada com a utilização de fundamentação inidônea, a qual será alvo de nova análise no Tribunal de Justiça e eventualmente perante as Cortes Superiores.” O defensor também reforça que lamenta a perda da vítima, mas pede que o caso seja julgado de forma imparcial, “de acordo com a Lei e longe das especulações midiáticas”. Sendo assim, repudia a acusação apresentada. Relembre o caso Recentemente, o laudo do homicídio de Igor Peretto, morto a facadas no fim de agosto, indicou que o comerciante sofreu 40 ferimentos na noite em que foi assassinado. O principal suspeito do homicídio é seu cunhado, amigo e sócio Mário Vitorino, que era casado com a irmã da vítima e mantinha um relacionamento extraconjugal com a viúva de Igor. Mário Vitorino, Rafaela (viúva) e Marcelly (irmã da vítima), que também eram amigas íntimas, estão presos. Leia mais sobre este caso: Justiça nega liberdade à viúva envolvida no caso de comerciante morto a facadas em Praia Grande Trio acusado pela morte de comerciante em apartamento no litoral de São Paulo tem prisão prorrogada Entenda o que se sabe até agora sobre o caso do comerciante morto em apartamento de Praia Grande Irmão de vereador é esfaqueado e morto em apartamento de Praia Grande Cunhado preso por morte de comerciante se apresenta em Praia Grande; fuga teria sido por medo de ameaças Irmã e esposa de comerciante assassinado em Praia Grande são presas Agiu em legítima defesa, diz advogado do cunhado preso por morte de comerciante em Praia Grande Advogado de acusado de matar comerciante a facadas em Praia Grande sofre ameaças Cunhado de comerciante morto em apartamento de Praia Grande é preso no interior de SP Cunhado de comerciante morto em Praia Grande se escondeu em casa de parente da amante Irmã de comerciante morto em Praia Grande teve 'caso' com cunhada horas antes do crime, diz defesa Irmã de comerciante morto em Praia Grande estava bêbada e sob efeito de droga durante assassinato, diz advogado Justiça decreta prisão temporária para cunhado e esposa de comerciante morto em Praia Grande