Igor Peretto (à esquerda) foi encontrado morto. O cunhado Mario Vitorino (segundo da esquerda para direita), a irmã da vítima, Marcelly (terceira da esquerda para a direita) e a viúva de Igor, Rafaela (à direita), seguem presos (Reprodução) O laudo do homicídio de Igor Peretto, morto a facadas no fim de agosto, indica que o comerciante sofreu 40 ferimentos na noite em que foi assassinado. O principal suspeito do homicídio é seu cunhado, amigo e sócio Mario Vitorino, que era casado com a irmã da vítima e mantinha um relacionamento extraconjugal com a viúva de Igor. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A informação foi inicialmente veiculada nas redes sociais do vereador Tiago Peretto (União), irmão de Igor, que afirmou que o comerciante tinha sido esfaqueado 40 vezes pelo cunhado. A Tribuna entrou em contato com o advogado de defesa do indiciado, Mário Badures, que afirmou que o documento, na verdade, aponta que foram 40 ferimentos decorrentes de uma intensa luta corporal que houve no apartamento. Segundo o advogado, a linha de defesa de Mario segue com base na legítima defesa do acusado. Toda dinâmica foi exaustivamente apontada pelo investigado em sede de interrogatório e reprodução simulada dos fatos. A conduta de ter agido em autodefesa é incontestável, motivo pelo qual aguarda-se o desfecho da investigação para verificar se será imputado eventual excesso na legítima defesa”, disse em nota. A Tribuna também procurou o advogado que representa a família Peretto, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Três presos Mario Vitorino, Rafaela (viúva) e Marcelly (irmã da vítima), que também eram amigas íntimas, estão presos. A esposa do comerciante teve a prisão temporária decretada no dia 2 de setembro e, em outubro, a Justiça prorrogou a prisão dos três suspeitos do homicídio. Mario, o último integrante do trio a ser preso, foi detido em 15 de setembro na casa de um tio de Rafaela em Torrinha, no interior do Estado de São Paulo. Liberdade negada O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a liminar a favor da viúva de Igor Peretto que pedia sua liberdade. Ela foi presa por estar envolvida no crime do marido. Rafaela Costa Silva mantinha um caso extraconjugal com Mario Vitorino, acusado de matar o cunhado — ele era casado com Marcelly Peretto, irmã de Igor e dona do apartamento onde o comerciante foi morto. Na decisão de 10 de outubro, o ministro Og Fernandes afirmou que não há indícios de ilegalidade na prorrogação da prisão temporária e reconhece a necessidade de continuar as investigações do homicídio de Igor Peretto, com a análise de celulares apreendidos e o confronto de versões dadas pelos réus. O ministro negou a liminar por considerar que não houve violação do Artigo 236 do Código Eleitoral, uma vez que, segundo Fernandes, a restrição não se aplica à prisão temporária decretada antes do período eleitoral, como pedido pela defesa. O mandado de prisão de Rafaela e Mario foi expedido em 2 de setembro. A decisão ainda destacou que a prorrogação da prisão dos réus foi necessária também porque a relação entre os investigados ainda não foi totalmente esclarecida. O texto também menciona que há risco de os investigados intimidarem testemunhas, adulterarem provas ou fugirem. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) é um tribunal superior do Judiciário: após a decisão desse órgão, ainda é possível recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em determinadas situações, principalmente quando há violação de direitos constitucionais. A Tribuna entrou em contato com o advogado Marcelo Cruz, responsável pela defesa de Rafaela. Ele explicou que o pedido de habeas corpus não foi negado. "Não foi sequer julgado ainda. O que julgaram foi a liminar, a decisão de um único desembargador fazendo esta avaliação preliminar, se é caso de soltar ou não liminarmente. O habeas corpus depois é submetido perante uma mesa julgadora composta, no caso do Tribunal de Justiça, por três desembargadores". Leia mais sobre este caso: Justiça nega liberdade à viúva envolvida no caso de comerciante morto a facadas em Praia Grande Trio acusado pela morte de comerciante em apartamento no litoral de São Paulo tem prisão prorrogada Entenda o que se sabe até agora sobre o caso do comerciante morto em apartamento de Praia Grande Irmão de vereador é esfaqueado e morto em apartamento de Praia Grande Cunhado preso por morte de comerciante se apresenta em Praia Grande; fuga teria sido por medo de ameaças Irmã e esposa de comerciante assassinado em Praia Grande são presas Agiu em legítima defesa, diz advogado do cunhado preso por morte de comerciante em Praia Grande Advogado de acusado de matar comerciante a facadas em Praia Grande sofre ameaças Cunhado de comerciante morto em apartamento de Praia Grande é preso no interior de SP Cunhado de comerciante morto em Praia Grande se escondeu em casa de parente da amante Irmã de comerciante morto em Praia Grande teve 'caso' com cunhada horas antes do crime, diz defesa Irmã de comerciante morto em Praia Grande estava bêbada e sob efeito de droga durante assassinato, diz advogado Justiça decreta prisão temporária para cunhado e esposa de comerciante morto em Praia Grande