[[legacy_image_357561]] A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência que relata o estupro sofrido por uma jovem de 16 anos no bairro Areia Branca, na Zona Noroeste de Santos. O caso aconteceu há cerca de 15 dias, depois que a vítima aceitou uma carona do suspeito de 36 anos. Nesta quinta-feira (16), o homem foi reconhecido no Conselho Tutelar de São Vicente, enquanto apresentava uma denúncia de agressão da ex-namorada ao enteado de 12 anos. O registro foi feito pela mãe da jovem, que relatou o que teria acontecido com a filha. A princípio, a Polícia Militar (PM) foi chamada por um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste, na última quinta-feira (16), para atender uma ocorrência de estupro. No local, a mãe relatou aos agentes que a filha contou que há cerca de 15 dias, ao sair do trabalho, encontrou o homem passando de carro pela avenida em que estava. Ele teria oferecido uma carona para a jovem voltar para a casa e, como era seu conhecido, ela aceitou. No entanto, durante o caminho, ele desviou a rota e a ameaçou com uma faca, ordenando que ficasse quieta. A jovem contou para a mãe que o homem a levou até um estacionamento de caminhões e a estuprou dentro do carro. Depois do crime, ele teria deixado a vítima em uma rua há algumas quadras da casa dela. A mãe contou aos policiais que a filha disse que não tinha contado antes sobre o ocorrido por medo. Ela alegou que o suposto estuprador também é conhecido pela mãe. Na UPA, a jovem passou por atendimento médico, onde foram realizados os exames de rotina e foi expedida a requisição de um exame sexológico ao Instituto Médico Legal (IML). Conselho tutelar de São VicenteNo mesmo dia em que a jovem foi atendida na UPA, o homem acusado compareceu ao Conselho Tutelar de São Vicente, mas não pelo mesmo motivo. Conforme apurado pela reportagem, tudo começou quando o órgão recebeu uma denúncia de agressão a um menino de 12 anos, que estaria sendo praticada pela mãe da criança. A denúncia foi feita pelo homem, que até então não havia sido acusado de estupro, e é ex-padrasto do menino. Diante das informações, os conselheiros foram até a Escola Estadual Professora Maria Thereza da Cunha Pedroso, onde o garoto estuda, e constaram marcas de agressão pelo corpo dele. O menino foi conduzido até uma unidade de saúde pelos conselheiros, e logo depois foi levado a sede do Conselho Tutelar. Conforme apurado por A Tribuna, a mãe da criança ficou sabendo que o filho havia sido levado da escola e, por achar que isso tinha sido feito pelo ex-companheiro, também foi até a sede do conselho para procurar pela criança. Segundo informações, ela chegou ao local bastante alterada e ‘batendo em tudo’. Ela pediu pelo filho, dizendo que tinha medo do que o ex-companheiro pudesse fazer com o menino, pois ele havia estuprado uma jovem há poucos dias. A mulher ainda alegou que tinha uma medida protetiva contra o homem. Quando a criança chegou ao conselho, o ex-padrastro teria ouvido as acusações da mulher e tentou fugir do local. No entanto, ele foi pego por pessoas que estavam pela rua e levado novamente para o local. Conforme o Conselho Tutelar, foi aplicada uma medida protetiva contra a mãe em relação a criança, que ficou aos cuidados dos conselheiros e depois foi entregue a familiares. ReconhecimentoEnquanto isso, retornado da UPA da Zona Noroeste de Santos, a mãe da jovem estuprada recebeu uma ligação da mãe do menino de 12 anos, dizendo que o acusado estava no Conselho Tutelar de São Vicente. Diante da informação, mãe e filha foram acompanhadas de uma equipe policial até o órgão. No local, a jovem reconheceu o homem, que ao ser questionado pelos policiais, demonstrou um comportamento agitado, sendo necessário algemá-lo. Os agentes o levaram até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, onde ele prestou depoimento e foi liberado. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e perseguição. Por conta de toda a confusão, a Polícia Militar foi acionada. Em nota, a corporação informou que por volta das 15h38, aproximadamente dez pessoas tentavam invadir a sede do Conselho Tutelar, para agredir o homem. No entanto, quando chegaram ao local o caso já estava sendo registrado pela outra equipe que atendeu a denúncia de estupro.