[[legacy_image_28302]] O parque estadual da Serra do Mar recebe um dos maiores monitoramentos de mamíferos de grande porte já feitos no bioma de Mata Atlântica. A iniciativa é fruto de um trabalho com mais de 15 anos e tem como objetivo um plano de conservação da população de anta, da queixada e da onça-pintada, mamíferos ameaçados de extinção. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! A expectativa é que as atividades em campo comecem no ano que vem. E eles vão fornecer dados para subsidiar um programa de monitoramento em larga escala. São 17 mil quilômetros em São Paulo e Paraná – uma área equivalente a 11 cidades de São Paulo –, que integram o território da Grande Reserva da Mata Atlântica, o maior remanescente contínuo de Floresta Atlântica preservada do país. De acordo com o pesquisador e responsável técnico do programa, Roberto Fusco, a maior presença dessas espécies está em locais mais elevados e remotos, deixando muitas áreas de floresta demograficamente vazias de grandes mamíferos. “A preocupação com a ausência desses animais é pela viabilidade a longo prazo das espécies, que já estão ameaçadas de extinção. É um sinal de alerta. Grandes mamíferos necessitam de áreas extensas para sobreviver, são extremamente vulneráveis à perda de habitat e à pressão de caça, sendo os primeiros a desaparecem”, diz. Segundo ele, o monitoramento ajudará a planejar a conservação e ajuda a criar estratégias para proteção e recuperação das populações desses animais. “Essas espécies são essenciais para o equilíbrio do ecossistema e, uma vez que a floresta esteja saudável, continuará fornecendo os serviços ecossistêmicos que garantem o bem-estar e qualidade de vida da sociedade, principalmente a disponibilidade hídrica e a regulação do clima”, continua a pesquisadora Bianca Ingberman. Manejo e oportunidade O manejo e conservação de áreas naturais atrai oportunidades de benefício socioeconômico para a região. “A Serra do Mar tem grande potencial econômico. O turismo de natureza é um exemplo. Pode gerar emprego e renda, valorizando a vocação local e mantendo a floresta em pé”, justifica A pesquisadora do Instituto Manacá, Mariana Landis. Para desenvolver o trabalho, a iniciativa atua em quatro frentes: Monitoramento, com coleta de dados de maneira científica e sistemática; o Planejamento de Conservação, para apoiar os tomadores de decisão nas ações de proteção e manejo; a Sensibilização, para gerar mais conhecimento e valorização da fauna da Mata Atlântica por toda a sociedade e, por fim, a Rede de Monitoramento.